O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital comprometeu-se hoje publicamente a construir as novas instalações da ESTGOH – num edifício feito de raiz – durante o seu mandato.
“A escola tem que ser feita neste mandato… já estamos a trabalhar no projecto, afirmou esta manhã José Carlos Alexandrino durante a cerimónia de recepção ao Governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, que se fez acompanhar pelo presidente do Instituto Politécnico, Rui Antunes, numa visita à ESTGOH.
Dando o exemplo do investimento de “meio milhão de contos” que o anterior executivo camarário gastou com a requalificação do largo Ribeiro do Amaral, Alexandrino deixou um desafio: “se a Câmara gastar meio milhão nesta escola, não faz mais do que a sua obrigação…a escola será uma realidade no meu mandato, e vamos ter com certeza uma escola nova e de raiz”, sublinhou o autarca.
Num discurso para uma plateia maioritariamente composta por alunos e professores daquele estabelecimento de ensino superior, Alexandrino erigiu o argumento de que a ESTGOH é imprescindível para “potenciar o desenvolvimento da região” e, dando o exemplo da Universidade de Aveiro, que recentemente “recebeu cerca de seis milhões de euros do QREN”, sentenciou que no país “não há alunos de primeira e alunos de segunda”.
Alegando ter tido necessidade de “reorganizar ideias” sobre todo este processo relacionado com as instalações da ESTGOH, o autarca que em Outubro do ano passado conquistou a presidência da autarquia oliveirense salientou ainda que “a política também é uma escola”.
“Eu também estou a aprender, e tenho aqui o meu principal professor, o engenheiro António Campos”, afirmou o presidente da Câmara aludindo ao facto de o antigo eurodeputado do PS – conjuntamente com o Governador Civil, o presidente do IPC e o director da ESTGOH, Jorge Alexandre – ser “um “aliado nesta grande luta e neste desafio”. Virando-se entretanto para o mais alto representante do Governo no distrito, Alexandrino deixou um recado político. “O senhor governador civil tem obrigação de nos ajudar neste combate… vai ter que me acompanhar nos corredores do poder”.

Dando conta do empenho que Henrique Fernandes vem manifestando relativamente a alguns problemas que têm ocorrido durante a sua gestão autárquica – como o dossiê relacionado com o encerramento da fábrica de confecções HBC –, Alexandrino quase exigiu que o Governo financie “pelo menos 50 por cento” das novas instalações da ESTGOH.
"Vamos avançar com os projectos"
Quem não enjeitou o desafio foi o próprio Governador Civil ao considerar que, nesta fase do campeonato, existem “todos os ingredientes para se desenvolver uma estratégia”.
Classificando Alexandrino como “um presidente da Câmara determinado” na função de maestro – “numa orquestra sem maestro não há sinfonia, há quando muito cacofonia” –, Henrique Fernandes frisou que “a vontade de vencer” do autarca “já contagiou o presidente do IPC” e também destacou a “garra e a vontade” do director da ESTGOH, Jorge Alexandre, para que este processo seja finalmente ultrapassado.
Numa referência a António Campos – sentado na “primeira fila” –, o principal inquilino do Governo Civil de Coimbra considerou-o como “uma referência de desenvolvimento” capaz de gerar “motivação” neste processo, e defendeu que, neste momento, “o que falta” para que as novas instalações da ESTGOH possam vir a ser construídas é “trabalho, determinação e muito suor”.
Garantindo ter já informações de que “há condições” no sentido de que a candidatura da construção da ESTGOH aos fundos comunitários “pode ser contemplada” pelo “POVT - Programa Operacional Valorização do Território”, Henrique Fernandes afiançou ainda que o próprio presidente da CCDRC “já se empenhou e é parte da solução”.
Portanto – sublinhou o governador – “a fase da viabilidade está preenchida… vamos agora avançar com os projectos”.
Presidente do IPC elogia "empenho" da Câmara Municipal
Entusiasmado com o evoluir da situação, mostrou-se também o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC).
Rui Antunes elogiou a “parceria inexcedível” que vem mantendo com a câmara municipal e, apesar de ter recordado o trabalho que vem do passado, disse nunca ter sentido “tanto empenho”.
Classificando a ESTGOH como “uma escola que dignifica o IPC”, Antunes observou no entanto que “estará amputada” enquanto não se ultrapassarem “todas as dificuldades inerentes à falta de instalações e de recursos que os estudantes estão habituados a encontrar nas grandes cidades”.
“Para o IPC a escola de Oliveira do Hospital é uma escola prioritária. Queremos considerá-la ao mesmo nível de todas as nossas outras escolas”, afirmou ainda o presidente daquele instituto politécnico, que se mostrou “convencido de que este momento pode ser o último passo” para resolver o problema das instalações.
Na qualidade de anfitrião, o director da ESTGOH também se revelou confiante quanto ao futuro daquela unidade de ensino, e deixou um recado ao poder político, quando frisou que “os tempos são de crise, de dificuldade, mas temos todos de encarar de frente a crise e saber distinguir despesa e investimento.”
Num plano ambicioso, Jorge Alexandre explicou ainda que o que está em causa não é “só uma escola” porque – conforme sublinhou – a ESTGOH pretende também a criação de um centro de incubação de empresas, bem como de um “Datacenter em regime de partilha de recursos informáticos com as escolas de Coimbra que integram o IPC”.
O objectivo – revelou – é “criar postos de trabalho altamente qualificados e fixá-los na região”.

por ..., Julho 18, 2010
O Sr. que fomenta o emprego e não o desemprego e que não ker pôr ninguém na rua!!!!
A gente cá está para ver como é que alguns vão passar a pôr comida na mesa e a pagar a casa ao banco...
Os srs. políticos esquecem-se que quando lhes foge o "taxo" voltam para onde andavam, não ficam no DESEMPREGO!
O festival de Poc's a que se assiste e adiar uma morte anunciada, só isso e ponto final!!! E a comentada resolução deste descalabro! continuamos à espera.....
Promessas e mais promessas!!!! conhecem a música de José Cid: música, eu nasci prá música!
por inem, Julho 01, 2010
A FACULDADE DE DIREITO DE COIMBRA NÃO TERIA TANTOS ALUNOS
COMO SABE AS INSTALAÇÕES SÃO PÉSSIMAS
POR VEZES AS SALAS NÃO CHEGAM SEQUER PARA SENTAR TODOS OS ALUNOS
O IMPORTANTE PARA A OFERTA DAS ESCOLAS E OS ALUNOS SABEM-NO (PELO MENOS AQUELES QUE QUEREM ESTUDAR, TALVEZ OUTROS SEJAM MAIS MOTIVADOS PELAS TUNAS) SÃO OS PROFESSORES E A QUALIDADE DO ENSINO AÍ MINISTRADO
por Marco, Junho 30, 2010
- após ser colocado na ESTGOH não realiza a inscrição ao verificar a localização da escola e os acessos (a necessidade da IC6), não se deslocando mesmo às suas instalações;
- embora deslocando-se às instalações, desiste no momento, sem querer conhecer docentes, currículos, programas infra-etruturas internas, etc., devido ao impacto negativo das actuais instalações (os olhos "comem" e são o primeiro cartão de visita)
Estes resultados foram obtidos pela escola que contacta todos os anos os alunos que não se matriculam ou desistem nos primeiros tempos para perceber essas causas e procurar corrigir essas falhas - sendo a falha das instalações algo que foge completamente ao controlo da direcção da escola, mas que mais danos tem causado.
As instalações são assim essenciais, num primeiro nível em termos funcionais (espaço, equipamento, adequabilidade dos laboratórios, separação de espaços de trabalho, estudo, aula e também lazer), num segundo nível em termos sociais (espaço de convívio são essenciais, independentemente das opiniões colectividades como as tunas são importantes para a escola e a cidade) e por fim de imagem (por muito que se discuta, o primeiro contacto/impressão/imagem é essencial para se construir o modelo/opinião sobre algo/alguém).
Concordo que se questione se a CMOH deve açambarcar um custo tão elevado, sendo essa a responsabilidade do Governo. No entanto, após 10 anos o sinal é de que o Governo não está interessado e a ESTGOH é uma estratégia muito importante e essencial para a região. O certo é que esse investimento possa ser recuperado pela região a médio prazo. Mais importante que alcatroar uma estrada até à quinta, realizar feiras e festas (também relevantes para a sociedade) em termos estratégicos está a ESTGOH, e sendo assim justifica-se o investimento, no meu ponto de vista.
por inem, Junho 30, 2010
Isto brada aos céus.
Então ficamos a saber qua a prioridade do município é construir um edifício de .
TRÊS MILHÕES DE EUROS para depois entregar ao IPC
Que quando não tiver alunos o entregará à CMOH
O PS local não aprnede sequer com os erros
Ainda não foi resolvido o elefante da ACIBEIRA e já querem meter-se noutro
Toda a gente sabe como é difícil manter escolas superiores no interor do país, é só ver as dificuldades que enfrentam outras escolas em Portugal e por uma razão muito simples NÃO HÁ ALUNOS
Todos sabem que cada vez nasce mesnos gente em Portugal e que a explosão de escolas retirou qualidade e massa crítica a todas elas começando pelas mais afastadas do litoral e dos grandes centros
urbanos
Uma escola em OH nunca poderá competir com Aveiro; Guarda ou Coimbra
Eu pergunto ao sr. presidente se tem filhos, se os vai matricular aqui ou numa destas outras escolas, assim como pergunto aqueles que têm filhos e aqui vivem se o futuro que querem para eles é que se formem em Oliveira do Hospital?
Quem puder financeiramente vai com certeza tentar que os seus filhos entrem numa grande universidade e não numa escola com 400 alunos, por todas as razões, até por uma questão de "dar mundo aos filhos"
Mas tudo isto são opiniões minhas
Vamos aos facctos.
Quantos alunos espera a escola ter daqui a três anos?
Há alguma estimativa?
Que cursos inovadores vão ser criados para atrair jovens?
Há alguma perspectiva?
Não temos aqui ao lado em Seia uma escola com boas instalações?
Não haverá possibilidade de aí funcionarem os cursos que agora aqui há junto com os que eles têm?
Parece-me que antes de se tomarem decisões que comprometem a saúde finaceira da CMOH devem mostrar-nos estudos que provem ser possível sustentar aqui uma escola com mil alunos, É O MÍNIMO QUE PODEM FAZER.
Agora eu pergunto como natural do concelho, será atribuição da CMOH pagar o edifício da escola, não terá a CMOH outras obras, essas sim de sua exclusiva competência e que fazem muita falta oa concelho?
Por exemplo: onde está a prometida estação de camionagem que tanta polémica fez no outro mandato?
Onde está a requalificação da cidade e o ordenamento do trânsito que se torna em certas horas caótico?
onde está a requalificação das entradas e saídas da cidade e as alterações junto ao Centro de Saúde local, onde está a promoção turística do concelho e a manutenção/requalificação do património construído?
Onde estão as prometidas obras de saneamento das freguesias, a requalificação dos rios etc, etc, etc?
Ou a CMOH tem um saco sem fundo OU ESTÁ A INVERTER O SEU PAPEL E A PÔR FOICE EM SEARA ALHEIA.
Então este executivo não tinha grandes amizades no governo? Porque está a tentar fazer um investimento que pode esgotar o orçamento numa obra que só governo central deve fazer?
É A LOUCURA, À FALTA DE COMPETÊNCIA PARA FAZER AQUILO PARA QUE FORAM ELEITOS AGORA INVENTAM PRIORIDADES QUE NINGUÉM LHES PEDIU
POR FAVOR TENHAM DÓ DOS CIDADÃOS E DOS IMPOSTOS QUE SUSTENTAM ESTAS IDEIAS MIRABOLANTES.
por atento, Junho 24, 2010
e que se despreocupem aqueles que temem a falta de alunos, porque se nao ha mais, é porque todos os anos existe uma percentagem que chega, vê a escola e vai embora...e outros que nem sequer chegam a vir, pois fazem uma pesquisa, e aparece um ex quartel dos bombeiros. Nem vou discutir a importancia da escola no concelho, 500 alunos a ajudar o comercio local e a agitar a cidade!e com uma escola nova..com mais alguns cursos..com o dobro ou o triplo dos alunos..imaginem a importancia que iria ter.
Para terminar apenas quero deixar o meu reconhecimento ao presidente da camara...pelo seu empenho e inteligencia na hora de atribuir mais importnacia á ESTGOH do que ao alcatrão e aos brilharetes habituais dos amantes do PORCO NO ESPETO!
por Resposta ao "Eu quero e tenho o direito de saber!", Junho 21, 2010
Caro cidadão, um grupo de pessoas com interesse na construção de edifícios dentro do concelho, também prejudicados com a mesma situação que o sr. refere, estão neste momento a tentar agendar uma reunião com o presidente da Câmara no sentido de expor a verdadeira dimensão do problema. Neste momento estimamos que as pessoas afectadas com este problema sejam cerca de 20.
Seria de todo interesse contar também consigo neste movimento, dado que é evidentemente umas das pessoas prejudicadas.
Queira entrar em contacto connosco para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
por Outra vez: "Eu quero e tenho o direito de saber!", Junho 21, 2010
Este caso nada tem a ver com obras embargadas, mal construídas, ou coisa parecida...ou até mesmo com o novo PDM!!!!!!!!!!!!!
Apenas nós municípes queremos saber para quando sai a DITA LEI MISTERIOSA PARA A CONSTRUÇÃO, QUE PASSARÁ DE 50M ATÉ AO CAMINHO EM ZONA FLORESTAL PARA 20M EM ZONA FLORESTAL E 10M EM ZONA AGRICOLA!!
somos a única câmara que ainda não definiu este processo... a decorrer há 6 meses!!!
é muito muito muito muito lamentável...
todos empurram e ninguém decide nada!!!
depois queixam-se que as pessoas fogem de oliveira, pudera não as deixam construir...
Vejo este governo camarário sem coregem para assumir o que quer que seja, há medo, falta de experiência, ou mesmo má vontade ou talvez FALTA DE CUNHAS!!
Porquê PEDIR PARECERES A ENTIDADES QUE NADA TÊM A VER COM O CASO, PORQUÊ????
Para quando sr. presidente???????????
Para quando???
É tempo que falta????
Assim, daqui a três anos estará no olho da RUA!!!!
Digo mais, BREVEMENTE ESTE CASO MISTERIOSO PASSARÁ NA TELEVISÃO E RADIOS PARA SER DISCUTIDO PUBLICAMENTE, já que ninguém decide nada...
Aguardem por novidades, está para breve se nada houver de novo...
por por cavaleiro O.H., Junho 19, 2010
por ULTIMA HORA, Junho 19, 2010
TODAS AS ESCOLAS FICARÃO DEPENDENTES DE OLIVEIRA
por velha guarda..., Junho 18, 2010
por demissão AL, Junho 18, 2010
António Lopes pretende também protestar por não ter sido aceite a sua participação na discussão do futuro do Sporting da Covilhã.
O dirigente sublinha que nada tem a apontar à gestão corrente do clube, nem tem nenhum conflito pessoal com o presidente José Mendes, mas adianta que, ao longo da época, foi abordado por sócios com dúvidas sobre transferências de jogadores, que quis esclarecer num encontro com o presidente da direção.
Durante a conversa, perguntou a José Mendes se poderia participar na próxima reunião da direção, pretensão que os estatutos não contemplam e que o presidente do Sporting da Covilhã rejeitou.
"Não tendo sido convocado para discutir a vida do clube, perante a deselegância de que fui alvo, decidi sair, porque vislumbro que se pode ir mais além e, estando contrariado, também não queria estar a desestabilizar", frisa António Lopes, benemérito do clube.
"Não me revejo numa situação de sobe e desce nem de troca constante de treinador. Não acredito em projetos por uma época. É uma questão de filosofia. Nunca escondi que era meu desejo levar o Sporting da Covilhã à primeira divisão", sublinhou o presidente da Assembleia Geral demissionário.
Contactado pela Agência Lusa, o presidente dos serranos preferiu não fazer qualquer comentário sobre a demissão do presidente da reunião magna de sócios.
António Lopes garante não ter dúvidas da "honorabilidade" de José Mendes, mas acrescenta que a condição de presidente do clube e em simultâneo de empresário de jogadores gera dúvidas em alguns sócios.
Por isso, entende que o cargo ideal para o actual presidente seria a vice-presidência para o futebol.
Lopes elogia o corte de despesas fixas levado a cabo por José Mendes e o seu relacionamento no mundo do futebol, de que acha que o Sporting da Covilhã beneficiou. "Fez um trabalho que dignificou o clube", salienta.
"O José Mendes é um excelente presidente, mas tem de corrigir algumas situações", acentua António Lopes. O relacionamento com a Estação, outro clube da cidade, com os sócios e a maneira de pensar o futuro dos serranos são alguns aspectos apontados.
O sócio benemérito dos "leões da serra" diz estar disposto a continuar a apoiar o clube. Questionado sobre o valor injetado no Sporting da Covilhã, diz apenas que é superior ao valor abatido na dívida do clube.
Embora não descarte a possibilidade de fazer parte dos órgãos sociais de listas candidatas às eleições de setembro de 2011, António Lopes assegura não estar disponível para cargos executivos. "Não sou nem serei presidente do Sporting da Covilhã", garante.
por escola, Junho 18, 2010
caro Marco essa do timoneiro tem que se lhe diga
no final veremos o resultado dessas diligências
no entanto e tendo como correcta a afirmação aqui transcrita em título
"Se a Câmara gastar meio milhão na ESTGOH, não faz mais do que a sua obrigação..."
(título aliás brilhante como nos tem habituado esta publicação inovadora na criação de manchetes)
não foi isso que o presidente afirmou (o esforço em procurar esse investimento) antes mostrou disponibilidade oara usar o dinheiro da CMOH para construir as novas instalações e isso parece-me no mínimo motivo de apreensão
abraço
por Marco, Junho 18, 2010
Nesse ponto compreendo a sua posição e concordo. Uma escola do ensino superior não deve ser um ónus financeiro de uma câmara. Para mais, a escola procura servir uma região, ou seja, vários concelhos e não apenas OHP, embora aqui tenha sido instalada.
O estudo realizado pela UC ni final da década de 90 para verificar a viabilidade de ensino superior no interior identificou uma lacuna no "planalto beirão", que é compostos por vários concelhos. A ESTG(OH) tanto poderia ser implementada em OHP, como em tábua, Seia, ou mesmo em concelhos de outros distritos como Seia, Nelas, Mangualde, etc. (embora nesse caso estivesse sob alçada do IPG ou IPV).
Sendo um bem de uma região (e não de um concelho) concordo que seja um investimento a ser suportado por outra entidade que não a CMOH. Infelizmente as palavras proferidas nestes eventos podem ser passíveis de dupla interpretação. A minha é que a CMOH não vai assumir a despesa financeira, mas sim o esforço em procurar esse investimento (seja através de programas de apoio ou parcerias), tal como o edil tem sido o timoneiro na luta pelos ICs (não significa que seja a CMOH a pagar a construção dos ICs, mas tem sido José Carlos Alexandrino aquele que mais tem agido, falado, proferido, viajado - e os outros adjectivos mais - em prol dessa causa).
Marco
por escola, Junho 17, 2010
Quero aqui deixar os meus parabéns pela qualidade da resposta anterior
Mas.. e o problema são sempre os mas
Subsiste a questão que não me parece ter sido cabalmente esclarecida
“se devemos ser nós oliveirenses a pagar para uma obra de viabilidade mais do que duvidosa, enfim se os fins justificam os meios”.
É esta a questão fundamental
Porque se for o governo a custear as obras de construção de um novo edifício dará melhores garantias de futuro a esta escola sendo que o município já investiu (e não tão pouco quanto isso) na aquisição de terrenos para o efeito.
O que não me parece correcto é ser o município a pagar tudo em nome de um pretenso desenvolvimento e viabilidade futura da escola.
Haverá de certeza outras prioridades onde o executivo deve gastar o dinheiro.
Não me parece ser atribuição das Câmaras a promoção directa do ensino superior nos concelhos.
por Marco, Junho 17, 2010
Podemos também avaliar a evolução da entrada dos alunos na ESTGOH, disponível também nas páginas já referenciadas. Verificamos que em 2003/2004 existiu um "annus malus", terrível em todo o ensino superior ao qual a ESTGOH não foi alheia e sofreu imenso, com vários cursos com reduzidas entradas pelo CNAES nos cursos tecnológicos - mas é importante frisar que afectou todo o ES, devido a modificações nas provas do 12.º ano.
A partir daí a ESTGOH acumulou vários anos seguidos de enchente de vagas (no presente ano houve um decréscimo em LAF).
Em termos de saídas, não verifiquei todos os resultados (especialmente na área de gestão), mas é importante frisar que, por exemplo, todos os alunos formados em Engenharia Informática tiveram colocação imediata - aliás, alguns já tinham colocação assegurada devido ao estágio que estavam a realizar, e muitos deles em grandes empresas nacionais/multinacionais como a PT ou Sybase. Infelizmente a maioria segue para fora da região em termos profissionais porque não encontrou até ao momento indústria que pudesse acolher, ou condições para criarem a sua empresa (a necessidade de incubadora de empresas tecnológicas que absorva parte destes novos licenciados). Nos restantes 3 cursos nem tudo é assim perfeito, e também é necessário referir que por ano entram mais de 20 alunos em LEI (20 pelo CNAES e outros alunos por outros regimes, como M23, troca de curso, etc.) mas garantidamente não são formados 20 alunos, muito menos, como em qualquer instituição de ensino pois existe sempre (infelizmente) uma taxa de retenção, usualmente no primeiro ano, onde os alunos surgem que défice de base, conhecimento, formação e mesmo atitude (e nota-se mais essa falha nos alunos do CNAES do que M23).
Em suma, a ESTGOH não é perfeita, tem falhas - e não são ocultas, são públicas -, mas também tem resultados e já deu mostras da sua mais valia, tendo ultrapassado por si mesmo vários obstáculos.
E numa outra área, a contribuição que a existência da ESTGOH dá à região é inegável. Para além de possibilitar a formação local de cidadãos que de outra forma não poderiam usufruir, também mexe com o importante comércio local, desde habitação (não vamos discutir as condições ou a legalidade de muitos casos) à restauração. Muitos comerciantes podem alegar que não sentem diferença, outras sentirão, pois com mais 500 alunos externos de certeza alguma coisa há-de ser consumida.
Também há a componente cultural com vários eventos a decorrer, mais ou menos culturais (sim, alguns são mais "barulho" mas os jovens locais até agradecem), trazendo ao concelho individualidades de renome que de outra forma os residentes nunca teriam possibilidade de privar. E isto alegra a cidade, há movimento há noite, há mais pessoas, há mais cor e tudo isto também ajuda a moral de quem aqui vive (pelo menos assim eu penso).
Termino com uma opinião já expressa: a ESTGOH tem defeitos e virtudes. Não esconde esses defeitos e tem procurado corrigir. As virtudes ultrapassam esses defeitos e já justificou há muito a sua existência. OHP está garantidamente melhor (em alguns aspectos, obviamente não em todos) devido à existência de ensino superior local. Talvez já fosse tempo de a população local e a região acolherem condignamente a ESTGOH e passarem a defende-la, pois perde-la teria um enorme efeito negativo na região.
Marco
por Marco, Junho 17, 2010
Caro "escola",
Os número que pede são públicos, acessíveis a qualquer cidadão, disponíveis na página do MCTES e CNAES, sendo um resumo dessa informação que apresento de seguida.
Como já expressei a ESTGOH não é perfeita, longe disso. Já passou por maus momentos e maus resultados. Mas o facto é que apesar de muitas contrariedades, sempre resistiu e rapidamente retomou o percurso.
O projecto da ESTGOH esperava 1000 alunos num prazo de 10 anos. Neste momento possui 700, logo que sucedeu? Existem dois factores:
a) o projecto inicial tinha como base licenciaturas de 5 anos, sendo que estas actualmente possuem 3 anos. Em 2007 houve um expressivo esvaziamento de alunos devido à adaptação dos cursos ao formato de Bolonha, o que permitiu num único ano credenciar um número de alunos semelhante ao que deveria ser credenciado em 3 anos, devido à já referida redução do espaço temporal dos cursos de 10 semestres para 6 semestres;
b) O projecto também contemplava inicialmente 5 licenciaturas. A ESTGOH possui agora 5 licenciaturas, mas a 5.ª só foi aprovada pelo MCTES no ano passado. Significa que a ESTGOH esteve a dormir? Não, consulte o arquivo da escola é possível encontrar várias propostas de criação de cursos que foram continuamente submetidas e recusadas, de onde se destacam as licenciaturas em Redes e Telecomunicações e em Energias Sustentáveis. É interessante analisar os relatórios de reprovação destas licenciaturas: avaliam com nota máxima a estrutura dos cursos, o corpo docente, o plano, os objectivos. Porém criticam duas coisas: ** instalações desadequadas, ao não permitirem a médio prazo o aumento de número de alunos ** e, incompreensivelmente, o facto de serem cursos inovadores (especialmente o segundo, não existente em Portugal e que recebeu o +parecer positivo de docentes de várias universidades nacionais, como Univ. Coimbra, FEUPorto e IST), sendo estes apenas atribuídos a universidades e não politécnicos (o MCTES só permite aos politécnicos propor cursos já existem noutras instituições, não propor cursos inovadores. Razões? Terão que questionar o MCTES).
c) Ausência de mais vagas para os curso actuais. Alguns cursos apresentam o valor mínimo de vagas de entrada não sendo concedidas mais vagas pelo MCTES o que logo à partida reduz o número de alunos à entrada, mesmo em excelentes anos de captação como têm sido os últimos 3.
Ora o ponto (b) evidencia que a escola tem sido penalizada pelas actuais instalações, tendo sido recusados alguns cursos apenas com a justificação que as instalações actuais não permitem um aumento da dimensão do número de alunos, nem conseguem albergar novos laboratórios, o que é um facto e sendo a base para a necessidade de novas instalações. Não é possível a escola crescer para justificar novas instalações, sem existirem novas instalações. Ponto.
por para o tal anónimo , Junho 17, 2010
Vindo de um anónimo achas que o que está escrito é credivel e alguém te leva a sério ou tás à rasca com alguma coisa ?
hoje é dia de sardinhada , esquece.
por estudante, Junho 17, 2010
a mais valia que discursos como o do sr. João Morais trazem à nossa sociedade,
e tudo e tudo etudo
por ANÓNIMO, Junho 16, 2010
O PROJECTO PARA A EDUCAÇÃO
ACERCA DOS MEGA AGRUPAMENTOS
Informação chegada por e-mail, que publicamos tal como recebida:
Há directores de agrupamentos a serem chamados às direcções regionais, para tomarem conhecimento da “onda”. Um exemplo: Mangualde, no distrito de Viseu, tem 3 agrupamentos, cada qual com um número razoável de alunos; os 3 directores já foram à DREC para lhes ser lida a “cartilha”; fundir-se-ão num único mega-agrupamento! A bem de… de… não sei de quê!
Aparentemente, a sorte baterá à porta da maioria dos concelhos do país, numa “onda” de fusões. É estranho isto ainda não circular pelos blogues e não ser notícia na comunicação social.
Os mega-agrupamentos criarão desemprego e, muito provavelmente, muita confusão. Ainda não se sabe em que moldes funcionarão, nem qual será o grau de autonomia de cada estabelecimento.
por Pobre, Junho 16, 2010
Quanto ao comentador anterior, parece que as suas doutas palavras lhe não caíram bem. Nem todos pensamos do mesmo modo por isso somos um mundo plural. O que não entendo é esta mania de nos inferiorizarmos e contentarmos com aquilo que os outros nos oferecem ou não, em vez de lutarmos por aquilo que queremos, entre outras, por uma sociedade melhor, mais informada, mais igual, mais esclarecida, mais culta.
O comentador anterior «por escola». diz a determinada altura : "O que aqui está em causa e isso parece não lhe interessar, é a viabilidade de uma escola superior paga pela CMOH quando todos sabemos a crise que vivem as escolas superiores por todo o país devido à falta de massa crítica, sobretudo de alunos"...."O que todos os cidadãos devem saber é se a escola tem espaço para crescer no futuro, se devemos ser nós oliveirenses a pagar para uma obra de viabilidade mais do que duvidosa, enfim se os fins justificam os meios"... - Ora se formos todos olhar para o lado esperando que aquilo que deve ser feito por nós seja empreendido por outros, aí sim creio que as suas frases fazem todo o sentido. Mas, como nunca me resignei com o destino, entendo que temos de ser nós a traçá-lo, lutando pelos nossos ideais, sem discursos fatalistas e derrotistas que o sr. aqui apresenta. É, muito devido a essa forma de pensar e estar perante a sociedade, que nos acabamos por estigmatizar em relação aos grandes centros, e ao litoral, chorando lágrimas de crocodilo, transparecendo a ideia de que somos uns coitadinhos do interior.
Creio ser já tempo de fazermos alguma coisa por nós!
Por isso reafirmo, a mais valia que discursos como o do sr. João Morais trazem à nossa sociedade, contracenando com um discurso cinzento e inócuo do comentador anterior.
E em jeito de remate, gostaria de um dia me ser possível frequentar um curso M23.
Tenho dito!
por escola, Junho 16, 2010
Admiro a sua pretensão de que a ESTGOH “fomenta formação em áreas relevantes e importantes para a sociedade”, costuma dizer-se que presunção e água benta cada um toma a que quer.
Possivelmente os alunos e docentes da ESTHS também pensarão o mesmo e com toda a propriedade.
Será que cursos na área do turismo não têm empregabilidade, não são relevantes para a região, não são uma mais valia para a sociedade em geral?
Realmente para quem não se enxerga todo o mundo é seu.
O que aqui está em causa e isso parece não lhe interessar, é a viabilidade de uma escola superior paga pela CMOH quando todos sabemos a crise que vivem as escolas superiores por todo o país devido à falta de massa crítica, sobretudo de alunos.
Por alguma razão os sucessivos governos não viram como prioridade a construção de novas instalações.
O que todos os cidadãos devem saber é se a escola tem espaço para crescer no futuro, se devemos ser nós oliveirenses a pagar para uma obra de viabilidade mais do que duvidosa, enfim se os fins justificam os meios.
Já agora seria importante saber quantos alunos frequentam a escola, quantos cursos e a media de alunos por curso e o gráfico evolutivo destes valores, assim como a taxa de empregabilidade destes alunos.
A escola tem conseguido aumentar o número de alunos ao longo dos anos?
Prevê-se um aumento que justifique um investimento tão grande em novas instalações?
Não será preferível abandonar esta política de uma escola por concelho e caminhar no sentido de criar sinergias junto de outros concelhos para fazer uma escola maior e VIÁVEL?
Quanto aos insultos que profere relativamente à opinião de outros comentadores, pois só lhe posso dizer que essa é sempre a arma de quem não tem factos e razões, para justificar as suas posições, à falta de argumentos apouca-se e insulta-se gratuitamente, isso revela muita falta de carácter.
Este fórum não obriga à identificação dos participantes, para o bem ou para o mal. No meu caso emiti uma opinião e espero ser respondido (ou não) com factos ou outras opiniões, isso sim será demonstrar boa educação e formação cívica.
por João Morais, Junho 16, 2010
Seria bom não atirarem pedras e fugirem. Identifiquem-se, mostrem a cara ao invés de insultarem da esquina e esconderem-se.
Todos os números da ESTGOH são públicos, como qualquer instituição pública. a percentagem de alunos M23 é de cerca de 5%. mais de 60% dos alunos até são de fora do distrito.
Relativamente aos alunos M23 existem candidaturas em que os alunos apresentam poucas competências. Mas o facto é que verificando a evolução nota-se que do grupo dos melhores alunos, a grande maioria é, pasme-se, M23. Podem faltar competências à entrada (mas apresentam as mínimas, talvez até mais que um aluno o 12.º actual) mas apresentam uma pro-actividade, força, vontade, motivação e necessidade, que os tornam bons alunos.
E esta é a única forma de melhorar o nível de formação do concelho já que nenhum "chefe de família" se pode dar ao luxo de abandonar o seu ganha pão para se ir formar durante 3/4 anos numa grande cidade (a razão da boa prestação dos M23 é que querem mudar de vida, ou necessitam desta formação para melhorar a situação actual). E felizmente, apesar de os cursos serem diurnos a ESTGOH disponibiliza aulas nocturnas sem custos acrescidos (os docentes dispensam o pagamento extra a que têm direito por leccionarem depois das 20h - não, não são uns santos, mas honestamente é algo que se deve louvar já que estamos numa sociedade em que todos olham para o seu umbigo, e tenho a certeza que muitos que aqui comentam - senão todos - se tivessem que trabalhar à noite e aos feriados exigiriam as devidas compensações).
Claro que nem tudo é perfeito na ESTGOH, tem várias falhas a corrigir, como toda e qualquer instituição. Podemos discuti racionalmente e contribuir para as suas melhorias. Ainda há um longo caminho a percorrer, apesar de muito já ter feito. Mas não se apedreje constantemente esta escola que muito tem ajuda o concelho, que já tem dado várias mostras de capacidade e competência.
E não se compare a ESTGOH à escola de Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (ESTHS). A ESTGOH, como o nome indica (Tecnologia e Gestão) fomenta formação em áreas relevantes e importantes para a sociedade, com procura local e nacional, com um corpo docente cada vez mais formado (todos são mestres ou doutores com produção cientifica), e promovendo integração com a sociedade (desde seminários a palestras, de vários eventos a trabalhos de laboratório a empresas locais). Que cursos relevantes apresenta a ESTHS? Que produção cientifica se verifica proveniente da ESTHS? Que mais valia tem promovido à sociedade?
Os que aqui almejam o infortúnio do concelho e da escola (que estranhamente após 10 anos tem estado sempre a subir no ranking nacional de qualidade contrariamente ao que aqui se vaticina) devem é questionar-se o que é que eles já fizeram pelo concelho e se a sua qualidade, competências e profissionalismo são assim tão excelsos que podem denegrir tudo e todos.
João Morais
por Quem diria..! , Junho 16, 2010
por Pois é..., Junho 16, 2010
por a, Junho 15, 2010
Oliveira do Hospital tem orgulho em ter como Presidente da C.M. uma pessoa com visão de futuro como o Prof. José Carlos Alexandrino, que não se resigna perante os problemas e vai ao encontro das soluções.
por oliveirense, Junho 15, 2010
se estamos mal sem politecnico ficavamos na ruina!!!
Sr presidente força nisso mãos ha obra!!
por estudante, Junho 15, 2010
por ??, Junho 15, 2010
só se estão a contar com os alunos com mais de 23 anos que alguns nem sabem escrever uma frase que querem contar para o futuro.
pode ser que assim garanta trabalho a alguns professores .
juizo que as instalações chegam e sobram ,precisa é de a escola ser bem definida e projectada .
elefante branco já há dois um em lagares outro na cidade, se querem mais , toca a gastar a massa













Assim este está este país numa autentica bancarrota!
Ai Portugal, Portugal!