“Foi e é um êxito a 21ª Edição da Feira do Porco e do Enchido” realizada a 9 e 10 desde mês de Novembro de 2024, em Meruge (Oliveira do Hospital). A organização fala em milhares de visitantes e mais de uma centena de vendedores. Ao mesmo tempo critica as entidades pelo Turismo da região ou aquelas com responsabilidades descentralizadas que “deveriam olhar para esta iniciativa com outros olhos”.
Como aliás é natural, essa é a apreciação que faz do Evento a respectiva organização fruto de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Meruge e a Associação de Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral (com Sede nesta mesma Freguesia) e que contou com o apoio de algumas Entidades de entre as quais a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.
Em nota pública, a organização destaca vários aspectos e designadamente: “Em ambos os dias, a Feira registou a visita de milhares de Pessoas. Com mais de uma centena de vendedores. Com dezenas de produtores/vendedores de fumeiro. Das Tabernas que esgotaram os pratos recuperados ao património gastronómico local, iguarias que já conquistaram um lugar de destaque nos roteiros gastronómicos nacionais, com particular relevo para o Arroz de Suã, os Torresmos na Caçoila com batata à racha, o Arroz de Salpicão, os Pianos na Brasa, o Porco no Espeto com arroz de feijão, a Sopa de Sustância, as Bifanas à Sete Bicas.
Um programa cultural único, sem transigências ao populismo pimba, a afirmação dos nomes, em Português, das actividades, sem aculturações em inglês.
Os 50 anos do 25 de Abril, recreados com o antes, o durante e o depois, dessa data inolvidável, pelo grupo Almanach; a ´Exposição Adriano Correia de Oliveira, Vida e Obra´ e a participação de Manuel Pires da Rocha (músico e musicólogo) na inauguração desta Exposição.
A Mostra de ninhadas de Porco Bísaro. O Forno Comunitário e a forma salutar (familiar) de cozer pão e bôlas que saíram às centenas. Um programa cultural único, embora diversificado, com particular destaque para a actuação da Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários do Zambujal (Loures) e da Orquestra Musicarte, de Oliveira do Hospital, que deu um concerto fantástico na Capela de Nª Srª da Conceição. A actuação do Grupo Coral Alentejano de Portalegre, “Os Lagóias”, mais os cantares ao desafio do Minho, os bombos e gaiteiros, as concertinas, tudo genuíno, etc”.
Agora de nossa parte enquanto visitante, acrescentamos a actuação do grupo Fanfarra Káustica, o sempre animado, carismático e competente agrupamento musical (instrumentos de sopro e percussão) que revisita variados ritmos e estilos musicais de uma forma interessante e irreverente. Também é de salientar a oferta de vários jogos tradicionais destinados às Crianças bem como um moderno “insuflável” para saltar e escorregar.
E continua a Organização: “Como é manifesta e publicamente reconhecido por todos os que alguma vez tiveram o ensejo de a visitar, a Feira do Porco e do Enchido, recupera a ancestralidade dos usos e costumes locais, pela prevalência e promoção da etnografia e do património imaterial, símbolos da nossa ruralidade, pela diversidade do artesanato e dos produtos da Agricultura Familiar, pela qualidade das propostas musicais e lúdicas que em cada ano apresenta e pela projecção inegável que dá à Freguesia de Meruge e ao Concelho de Oliveira do Hospital.
Todas estas qualidades e valores, inerentes à promoção do território e da cultura popular, fariam supor, que as entidades responsáveis pelo Turismo da região ou aquelas com responsabilidades descentralizadas, associadas ao desenvolvimento sustentado da vasta comunidade que administram, estariam atentas e receptivas, canalizando verbas, para potenciar esta experiência de sucesso, o que não tem acontecido” – conclui a Organização em tom crítico.
Fazemos nós votos de que evolua favoravelmente o défice em apoios institucionais que ficam por atribuir à Feira.
E até para o ano de 2025 em renovado encontro na “22ª Edição da Feira do Porco e do Enchido”, em Meruge!
