Correio da Beira Serra

A degradada Estrada da Beira e o ziguezaguear do IC7. Autor: Nuno Tavares Pereira

Pelo menos desde 2007 que ouvimos falar no IC7. Esta infra-estrutura, como todos devem mais ou menos ter conhecimento, seria para substituir a N17 entre Folhadosa e Celorico da Beira (A25). Em 2007 o Secretário de Estado anunciou em Seia a sua execução até final de 2009. Mas até hoje nem um centímetro foi feito. Em 2014, o mesmo foi apregoado como sendo para incluir nas obras 2014 -2020. Não passou de intenções.

Embora com manobras políticas, com alteração de traçados, como a substituição do local de entroncamento a passar para Fornos de Algodres em detrimento de Celorico da Beira. Algo que não faz sentido. Fornos de Algodres não tem ligação para Bragança. Celorico da Beira tem o entroncamento para Trás-os-Montes, através do IP2, que liga à A25 que, por sua vez, tem ligação à Guarda onde entronca com a A23, a auto-estrada para Sul. Aliás, se o objectivo é substituir a EN17 tem sempre de ser até Celorico da Beira, pois a maioria do trânsito de viaturas pesadas e de emergência circula no sentido Celorico da Beira – Coimbra – Celorico da Beira.

Só quem conhece a Estrada da Beira sabe a sua importância. Actualmente é uma via perigosa. Com muitas limitações de velocidade a 50 quilómetros por hora. Atravessa diversas localidades e conta com um piso degradado. É também uma via marcada por acidentes rodoviários com vítimas mortais. Isto para não falar dos prejuízos que o piso demasiado danificado causa aos veículos.

Esta via é demasiado importante para toda a região Centro Interior e para o Nordeste de Portugal. Em Maio de cada ano vemos qual é o percurso dos peregrinos para Fátima e de onde são. Porque é que os projectistas não vêem isso?

Mas, mais curioso, é que em Junho de 2020, as Infraestruturas de Portugal lançaram um Concurso Público para uma parte do troço entre Folhadosa e a Ponte de Santiago, com o percurso de 12 quilómetros, mas também aqui nem um centímetro foi construído. O IC7 é demasiado importante. Demasiado urgente. Para bem da economia regional, do turismo, da saúde e do país.

 

 

 

Autor: Nuno Tavares Pereira

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