Hoje, 21 de Outubro, comemora-se o Dia Internacional da Maçã, uma data instituída em 1990 pela Common Ground, entidade filantrópica britânica que procura mostrar as vantagens do consumo deste fruto. Mais um motivo para olharmos para a maçã nacional, não apenas como alimento, mas como símbolo daquilo que produzimos com qualidade e, por vezes, deixamos desperdiçar, enquanto continuamos a consumir fruta de outros continentes.
De quem será a culpa? Do produtor nacional, que trabalha a terra e enfrenta custos e incertezas, e vê a sua fruta terminar em concentrado apenas como forma de despachar o excedente? Ou do consumidor, habituado à comodidade do barato, do disponível e do importado, que não se dá ao trabalho de exigir e valorizar a fruta nacional?
E como é possível aceitar que a fruta nacional não chegue às escolas e hospitais, instituições públicas pagas com os nossos impostos, que deveriam olhar para a produção nacional de outra forma? Aqui, a maçã deixa de ser apenas uma questão de fruta. É também uma questão de prioridades políticas e sociais, de valorização do que produzimos no nosso território e de apoio à fixação de pessoas no interior, combatendo o despovoamento.

Autor: Nuno Pereira