O grupo não tem um espaço próprio para ensaiar e enfrenta o problema da falta de elementos. 
Não critica a direcção da SRLS, porque entende que “não tem hipótese” de resolver o problema. Nota que o problema já vem da “raiz” do pavilhão. “Quando saímos das antigas instalações, disseram-nos que ia ser criado um salão com condições para teatro”, referiu, lamentando que as condições actuais ainda sejam piores do que as que tinham nas antigas instalações da SRLS. “Quando deixámos a Sociedade antiga até chorei, mal eu sabia que ainda vínhamos para pior”, contou Ivone Figueiredo, explicando que foi, a partir dessa altura, que o grupo de teatro passou por um período de interregno na apresentação de peças teatrais. “Mas nunca estivemos parados. Realizámos ensaios frequentes para a apresentação da peça “Barco Sem Pescador”, mas por vários motivos ainda não tinha sido possível estrear a peça”, explicou a responsável pela “Semente”, referindo que a saída de vários elementos do grupo foi o factor que mais condicionou a sua actividade. Em “Barco sem Pescador” – contou – “há um elemento com dois papéis e outro com três”.
“Temo pela vitalidade do grupo”
Com idades que se situam na classe etária entre os 20 e os 60 anos, os 12 elementos de “A Semente” têm resistido à falta de condições e, até ultrapassado problemas pessoais, mas sem nunca desistirem do teatro amador. Ivone Figueiredo recorda várias saídas que o grupo fez. O facto de estar associado ao INATEL de Coimbra, possibilitou à “Semente” passar por Coimbra, Cantanhede, Penacova e outros espaços. Com o objectivo de retomar esta actividade, o grupo está a reequacionar uma nova ligação ao INATEL. Num passado recente, em Fevereiro deste ano, o grupo estreou “Barco Sem Pescador” em Lagos da Beira e, no dia 10 de Novembro voltou a apresentar a peça na Casa da Cultura César Oliveira e no dia 1 de Dezembro na Associação Recreativa Penalvense, no âmbito do Ciclo de Teatro de Outono promovido pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “A Casa da Cultura estava cheia e com pessoas sentadas no chão”, sublinhou Ivone Figueiredo, mostrando satisfação por notar que os jovens começam a apreciar cada vez mais o teatro.
Em matéria de subsistência do grupo, Ivone Figueiredo destaca os apoios dados pela Câmara Municipal na cedência de transportes, atribuição do subsídio anual e na retribuição pela participação no Ciclo de Teatro. Sublinha também a generosidade do benemérito local Serafim Marques, que de ora em quando contribui com algumas verbas. Mas, realça a cooperação de cada um dos 12 elementos que não hesitam em puxar da carteira para o que vai sendo necessário, notando que até os cenários são feitos por eles.
Até ao final do ano, os ensaios do grupo não serão tão frequentes, mas a partir de Janeiros “A Semente” retoma a actividade normal e Ivone Figueiredo já anda “à caça” de uma nova comédia para o grupo ensaiar e estrear.
Liliana Lopes