Há muito aclamados, os 10 acordos de cooperação necessários ao arranque das duas residências autónomas da Arcial foram ontem assinados no Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra. A nova valência da ARCIAL entra em funcionamento em janeiro do próximo ano.
Na ARCIAL, associação que presta apoio a deficientes, com sede em Oliveira do Hospital há, por estes dias, bons motivos para sorrir. Com valência de Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) e formação profissional, a instituição que presta apoio a cerca de 90 utentes prepara-se para dar início à valência residencial.
As duas unidades residenciais recém-construídas e em fase de apetrechamento do seu interior deverão entrar em funcionamento em janeiro do próximo ano. Há muito tempo reclamados pela instituição, os 10 acordos necessários à abertura das duas residências foram ontem assinadas no Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, assumindo assim o Estado a responsabilidade de comparticipar o apoio dado pela instituição aos 10 utentes (cinco masculinos e cinco femininos) que vão passar a residir nos dois espaços.
“Era o que faltava para podermos abrir as residências”, referiu a coordenadora do CAO da Arcial ao correiodabeiraserra.com, contando que ontem a instituição foi brindada com a “agradável surpresa” da assinatura dos 10 acordos de cooperação. “Íamos assinar mais quatro acordos para o CAO, quando fomos surpreendidos com os 10 acordos para as residências”, contou Carla Pinto, notando que com a abertura das duas unidades, a Arcial amplia as suas valências e preenche uma lacuna que vinha sendo sentida, de prestar apoio noturno e ao fim de semana a utentes com deficiência, mas com autonomia.
“Praticamente equipadas”, as residências vão acolher utentes já a partir de janeiro de 2014. “Estamos na fase de seleção dos utentes”, referiu a técnica superior da Arcial, contando que só não abrem as unidades ainda este ano, porque a instituição não estava a contar com a assinatura dos acordos por esta altura, pelo que seria “muito em cima da hora”.
Associada à abertura das duas unidades residenciais está a criação de cerca de 11 postos de trabalho, entre ajudantes de ação direta, auxiliares de serviços gerais, terapeuta ocupacional e técnico superior.
A construção das duas unidades residenciais representa um investimento financeiro de 262 mil Euros, financiado em 90 por cento pelo programa Operacional de Potencial Humano.
