O primeiro-ministro não se compromete com uma data para a construção do IC6 entre Tábua e o nó de Folhadosa. António Costa que ontem visitou Oliveira do Hospital e inaugurou o Campus de Tecnologia e Inovação BLC3 explicou que, neste momento, a única coisa que é possível fazer relativamente à continuação dessa via passa por criar condições para que quando existam verbas disponíveis seja possível avançar com a execução do projecto. José Carlos Alexandrino, porém, em declarações à Rádio Boa Nova, insistiu que dali “saiu o compromisso de em 2018/2019, Oliveira do Hospital ter o IC6 totalmente construído e a atravessar o concelho”, quando a única garantia que o primeiro ministro deixou foi a de lançar um concurso para a elaboração do projecto.
“Temos por isso que criar condições para que assim que haja condições financeiras podermos dar execução a esse projecto, como vários outros pequenos grandes projectos que falta fazer no país para
António Costa, de resto, não fez sequer qualquer alusão à emenda “técnica” ao Plano Juncker proposta em Março por dois eurodeputados, o português José Manuel Fernandes (Partido Popular Europeu/PSD) e o alemão Udo Bullmann (Socialistas Europeus/SPD), que pode permitir alargar o âmbito do fundo para injectar 315 mil milhões de euros em recursos públicos e privados para o investimento, até 2018. Esse, recorde-se, foi um dos argumentos defendidos pelo presidente da Câmara de Oliveira do Hospital para encontrar verbas para concluir aquela via e uma das condições que colocou para se recandidatar. Só que neste momento, aparentemente António Costa considera que ainda não é possível e nem avança qualquer montante para o projecto.
O primeiro-ministro considerou, de resto, que “foi um erro o país ter passado do oito para o oitenta em termos de qualificação dos grandes investimentos. “Passou-se da divinização, para a diabolização de qualquer investimento em qualquer tipo de infra-estruturas”, referiu, sublinhando que quando, há cerca de um ano, inaugurou o Túnel do Marão, considerou que estava encerrado o ciclo dos grandes investimentos em infra-estruturas rodoviárias não significava parar a execução destes projectos. “Há outras infra-estruturas de transporte em que o país tem de continuar a investir. Tem de investir em portos, investir em ferrovias e tem de fazer ainda aquelas pequenas grandes obras, que sendo pequenas à escala nacional, são absolutamente decisivas para permitir que todas as parcelas do território ofereçam total aproveitamento ao investimento que o país desenvolveu ao longo das últimas décadas. É o caso do IC6”, rematou.
O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, por seu lado, tinha momentos antes acusado
“Está já definido que o concurso do projecto vai ser durante o próximo mês de Julho. E este facto
