O Presidente da República afirmou ontem, no final do segundo dia do programa da sua tomada de posse, que Portugal é um todo, um país em que todos contam e em que nenhum território pode ser dispensado. A declaração foi feita no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, depois de uma jornada que incluiu passagens por Mourísia, no concelho de Arganil, e por Guimarães. O novo Presidente fez ainda questão de frisar “que a coesão territorial não é uma palavra de circunstância”.
“Neste dia fiz questão de percorrer diferentes territórios do nosso país. Mourísia, uma pequenina aldeia no concelho de Arganil, no nosso interior; Guimarães, Capital Verde Europeia 2026; e agora a bela e sempre eterna cidade do Porto. Não se trata de um acaso, nem de um gesto meramente simbólico. É a expressão de uma convicção política clara”, afirmou, salientando que quis demonstrar, logo no início do mandato, que “Portugal é um todo, um país em que todos contam e em que nenhum território pode ser dispensado”.
“A coesão territorial não é para o Presidente da República uma palavra de circunstância”, frisou António José Seguro, que, ao recordar a passagem por Mourísia, falou de um Portugal discreto e resistente, tantas vezes distante dos centros de decisão, mas que continua a marcar o pulso de um país inteiro. Foi aí, disse, que encontrou “a expressão viva” de um território que precisa de atenção, respeito e respostas.
Segundo António José Seguro, a passagem pela aldeia simboliza a preocupação em manter estes territórios presentes no exercício das suas funções, enquanto Guimarães demonstra como memória e futuro podem caminhar lado a lado, e o Porto recorda a força das cidades que ajudaram a escrever a história do país.
O dia terminou com um concerto do músico Pedro Abrunhosa na Casa da Música, onde a música pareceu ecoar a persistência e diversidade de um país que se quer unido.
