A ARS Centro reage assim à notícia veiculada pelo correiodabeiraserra.com na passada terça-feira e que dava conta da decisão tomada pelo Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz de, brevemente, avançar com a construção de um espaço de urgência hospitalar.
Uma informação que foi avançada a este diário digital pelo próprio presidente do CA da FAAD, Álvaro Herdade, que se revelou confiante no bom desfecho das negociações em curso com a ARS Centro no sentido de dotar a FAAD de serviço de urgências.
Em causa está uma luta que tem vindo a ser travada pelo conhecido clínico oliveirense e responsável máximo da FAAD que reclama para o concelho um serviço de urgências como “deve ser”, conhecidas que são as limitações do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital a vários níveis. “De maneira nenhuma temos condições físicas para trabalhar naquele SAP”, comentou Herdade ao correiodabeiraserra.com, que disse partir para construção do espaço destinado à urgência hospitalar, num investimento na ordem dos 600 mil Euros, por entender que dispondo de um espaço adequado àquele serviço seria mais fácil à FAAD conseguir a desejada urgência hospitalar.
Declarações prestadas a este diário digital que não caíram bem junto da ARS Centro que acaba de se demarcar do processo, declarando “não existir qualquer compromisso com a FAAD para a criação de um serviço de urgência”.
Chegando mesmo a remeter para o seu autor todas as declarações proferidas que evocam a ARS Centro, o conselho diretivo daquela estrutura regional, presidido por José Manuel Terezo, confirma que no início do ano teve lugar uma reunião entre as as partes “no âmbito da contratualização” e que no decorrer da mesma “foi abordada a criação de um serviço de urgência no hospital da FAAD e equacionada a possibilidade do mesmo poder vir a funcionar com acordo com o SNS”, mas que garante não teve desenvolvimento.
“Numa posição de abertura em relação ao assunto, a ARSC solicitou à FAAD a apresentação de uma proposta para análise que, contudo, até à presente data, não foi lhe foi remetida”, clarifica o Conselho Diretivo que na ausência de tal proposta, garante não haver negociação que aponte para instalação de um serviço de urgências no Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz.
