Cristina Oliveira inaugurou, ao final da tarde de sexta feira, a sede da sua candidatura à Câmara de Oliveira do Hospital. O rosto do PSD garante que veio “para ficar” e avisa que não se deixa demover por “ameaças e mentiras” da candidatura adversária.
A assumir a responsabilidade de ir a votos para vencer as eleições autárquicas de 29 de setembro e com isso devolver os destinos da Câmara ao PSD, Cristina Oliveira não poupou nas críticas que fez à governação socialista e em particular ao recandidato pelo PS à presidência da Câmara.
Um posicionamento que em nada destoou do que vem sendo manifestado pelo presidente da CPS do PSD que a anteceder a candidata na intervenção repudiou a atuação dos socialistas na constituição das listas às freguesias que, como referiu, chegaram a “propor dinheiro” a candidatados pelo PSD com o objetivo de recuarem naquele propósito. “Desta vez tudo valeu e tudo foi tentado pelo nosso adversário para que não conseguíssemos fazer listas”, lamentou António Duarte.
Mas foi sobretudo no nome de José Carlos Alexandrino, principal adversário à Câmara de Oliveira que o rosto do PSD se centrou. Em concreto, Cristina Oliveira desprezou o tratamento que Alexandrino dá aos filhos da terra que por motivos académicos rumaram a Coimbra. Em causa está a expressão “essas pessoas não são bem vindas a Oliveira do Hospital”, que, no imediato leva a candidata a desafiar o ainda presidente de Câmara a dizer isso às famílias com filhos naquela condição incluindo a sua. “Se é homem de coragem, que diga à minha mãe que tem 78 anos que a sua filha não é bem vinda a casa, desafiou a social democrata que fez questão de avisar Alexandrino de que veio para ficar” e que “não arreda pé daqui”.
“A minha candidatura não é um frete”, continuou a candidata pelo PSD, informando ainda o seu adversário nas eleições que não se deixa demover por “ameaças e mentiras” naquele que é o seu objetivo de vencer as eleições. “Não tenho medo, por mais que tentem amedrontar-me”, continuou a candidata que, do mesmo modo criticou as opções feitas pelo executivo socialista, avisando que mal assuma os destinos da câmara um dos primeiros trabalhos a realizar é a racionalização dos gastos do município. Defensora da transparência da gestão dos dinheiros públicos, Cristina Oliveira apontou o dedo às avenças e contratos de prestação de serviços. Ao mesmo tempo, colocou em causa programas como do incentivo à natalidade, duvidando da sua capacidade para atrair mais famílias. Na opinião do candidato o caminho a seguir é da fixação de empresas e criação de emprego
“Vejam a miserável Zona Industrial”, alertou, visando também o pólo da cordinha que continua um “deserto total depois de tantas promessas, com um barracão e sem mais nada”. “Temos condições para reorganizar o nosso tecido produtivo”, afirmou, destacando a importância de “sair do país e procurar investidores no estrangeiro”.
“A desculpa de que não houve dinheiro, não aceitamos”
Com o processo de agregação de escolas a figurar como um dos temas que mais opõe Cristina Oliveira ao candidato socialista, a social democrata desafiou o ainda presidente de Câmara a vir a “debate para que essas questões possam ser esclarecidas”, porque afinal “as escolas continuam abertas e ninguém foi deslocado”. Oliveira lembrou o processo em que propôs ao executivo a agregação em dois mega agrupamentos, mas que não colheu o aval do município. “Este executivo andou a mentir às pessoas para me destruir”, acusa agora Cristina Oliveira, avisando o povo de Oliveira que “os únicos” postos de trabalho extintos foram da responsabilidade do executivo “ao encerrar as escolas de Santa Ovaia e Galizes” devido à abertura do Centro Escolar de Nogueira do Cravo. “Afinal quem manda pessoas para o desemprego é José Carlos Alexandrino”, insistiu a candidata que no que à defesa da ESTGOH diz respeito entende que Alexandrino mais não fez do que “trabalhar para a imagem”, porque “se a escola continua a aberta deve-se aos deputados do PSD que em 2011 impediram o seu encerramento”. “E ainda continuamos à espera das novas instalações”, registou.
Cristina Oliveira entra assim na luta eleitoral de 29 de setembro à frente da candidatura social democrata que também concorre a 13 juntas de freguesia – Meruge é a grande novidade – e que conta com Luís Correia como candidato à Assembleia Municipal. “Terei a mesma postura que tive em toda a minha vida guiado pelos valores do trabalho, respeito. Destes valores não abdico”, referiu o candidato que garantiu tudo fazer para que “a Assembleia Municipal seja uma verdadeira representação de todo o concelho e onde a voz do povo oliveirense esteja em primeiro lugar”.
