O Presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, assinou na passada quinta-feira, em Vila de Rei, três contratos de financiamento para a implementação das Operações Integradas de Gestão da Paisagem (OIGP). Estas iniciativas visam reforçar a resiliência e a sustentabilidade do território.
A execução dos projectos ficará a cargo da FSA – Floresta da Serra do Açor, associação que congrega dez comunidades locais proprietárias de terrenos baldios do concelho e é presidida pelo autarca. No total, serão abrangidos 3.004 hectares distribuídos por três Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP).
A AIGP Carriça, com 474 hectares, estende-se pelas freguesias de Folques, Benfeita e União de Freguesias de Côja e Barril de Alva. A AIGP Ribeira de Parrozelos-Vale Grande, que abrange 1.066 hectares, localiza-se na União de Freguesias de Cepos e Teixeira, incluindo terrenos na envolvência de Teixeira, Porto Castanheiro, Relvas e Ribeiro. A AIGP Cepos e Casal Novo, com 1.464 hectares, situa-se também na União de Freguesias de Cepos e Teixeira.
As operações previstas, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e desenvolvidas em colaboração com a Escola Superior Agrária de Coimbra, centram-se na valorização e transformação dos espaços florestais e agrícolas, tornando-os mais resilientes e produtivos, tanto do ponto de vista ecológico como económico.
“As memórias dos incêndios de 2017 continuam muito vivas em todos nós e são um lembrete da urgência de proteger o nosso território”, sublinha Luís Paulo Costa, salientando que a assinatura destes contratos “representa um compromisso real com a floresta e com a paisagem do concelho, que não pode ser deixada ao abandono”. Para o autarca, este é um passo fundamental “para prevenir novos incêndios, dinamizar a economia local e recuperar áreas que há muito tempo perderam o seu valor produtivo”.
A cerimónia foi presidida pelo ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, e pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, assinalando um marco importante na concretização destes projectos estruturantes.
As operações incluem a instalação e beneficiação de povoamentos, a conversão de áreas inadequadas, a recuperação de terrenos com potencial agrícola ou pastoril, a melhoria da rede viária florestal e a criação de áreas estratégicas de mosaico para gestão de combustíveis.
Além disso, o Fundo Ambiental assegurará apoios anuais durante 20 anos para compensar os proprietários pelos serviços de ecossistema prestados, reforçando a biodiversidade, a protecção dos recursos hídricos e a resiliência do território face aos incêndios florestais.
O Município de Arganil iniciou este processo em Março de 2021, com a apresentação das primeiras candidaturas para a constituição das AIGP.
“Este é um investimento que se traduzirá em mais segurança para as populações, maior valorização dos territórios rurais e novas oportunidades para quem quer trabalhar a terra. Mas não chega assinar contratos: é preciso garantir que a execução destas operações decorre com celeridade e eficácia”, reforça Luís Paulo Costa.
Com a assinatura destes contratos, o projecto entra agora na fase de execução, num trabalho conjunto com as comunidades locais para construir um território mais sustentável e melhor preparado para enfrentar os desafios ambientais.
