
Convidado pela estrutura local do PS para dar conta da sua experiência enquanto autarca, o presidente da Câmara Municipal de Condeixa deu conta da “união” que existe entre o PS no seu município e do facto de, à semelhança com o que acontece em Oliveira do Hospital, a oposição “estar dividida em vários clãs”. Aconselhou, por isso, a estrutura oliveirense do partido a tomar partido da situação, numa ano – o terceiro ano de mandato – que considera “decisivo porque marca as vitórias e as derrotas”. “O ataque mais cerrado deve ser feito nesta altura”, considerou Jorge Bento, por entender que “este ano, em particular, os poderes autárquicos estão fragilizados”, até porque “este mandato se caracteriza pelo fim do actual Quadro Comunitário de Apoio e pelo arranque do próximo, mas com alguns tropeções”. “Se eu fosse vereador da oposição rezaria para que o QREN se atrasasse”, admitiu o autarca, reiterando esta é a altura em que “as oposições terão mais hipóteses para atacar”, porque “um município que não consiga avançar sem QREN, é frágil em si”.
“Oposições não devem fazer cadeira vazia”
O “autarca modelo” – assim apelidado pelo líder local do partido, José Francisco Rolo – de Condeixa, levantou ainda um pouco a ponta do véu relativamente ao segredo do seu “sucesso”. A presença na Comunicação Social é vista por Bento como essencial. “A presença regular na comunicação social com discursos curtos e objectivos é a ponta de lança para chegarmos às pessoas”, contou, notando que “estas são as armas de que as oposições se devem servir”. É que na opinião do autarca “as oposições devem estar sempre presentes e não devem fazer cadeira vazia”.