Junta, Assembleia de Freguesia e população de Vila Franca da Beira não recuam naquela que é a sua postura relativamente à intenção do governo de extinguir e fundir freguesias.
Da reunião realizada no passado dia 12 de fevereiro, resultou até uma moção através da qual a freguesia, do concelho de Oliveira do Hospital, reafirma a sua rejeição “a qualquer tentativa, seja lá a que pretexto for, que leve à sua extinção, fusão ou agregação”.
No documento, população e órgãos autárquicos destacam a mais valia da autonomia administrativa de que Vila Franca da Beira goza e que “muito tem contribuído para a melhoria das condições de vida da população”.
Para além de vincar a oposição da população à extinção da freguesia, a moção considera como sendo uma “verdadeira provocação” a intenção do governo, conforme proposta de lei, querer impor aos presidentes de junta que sejam eles os próprios “matadores” e “coveiros” das suas freguesias.
De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira está em causa o aliciamento dos autarcas para a realização de um trabalho que classifica de “sujo” com a promessa de um bónus de 15 por cento na transferência do Orçamento de Estado no ano seguinte ao da eventual “agregação” de freguesias.
Com o objetivo de impedir que a “imposição” em questão venha a implicar o “abate de, pelo menos, cinco freguesias no município”, população, Junta e Assembleia de Freguesia de Vila Franca Beira apelam para que também a Câmara e Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital mostrem resistência à proposta de lei aprovada pelo governo.
A oposição de Vila Franca da Beira não se esgota na moção agora aprovada e prepara-se para ganhar contornos maiores através da participação em iniciativas de luta que venham a ser decididas pela ANAFRE ou movimentos que se organizem para a defesa das freguesias e dos seus serviços públicos. A primeira participação pública já está marcada para 3 de março, em Coimbra, onde terá lugar uma concentração distrital.
