Correio da Beira Serra

Bordel… Autor: Fernando Roldão

É um estabelecimento destinado à prostituição, muitas vezes ilegal, dado que esta prática é considerada crime em muitos países.

Também conhecido como prostíbulo, lupanar, casa de prostituição, dos prazeres ou de tolerância, onde mulheres se entregam por dinheiro e os homens as procuram, buscando prazer em troca de dinheiro ou favores.

Há uma variante neste tipo de actividade, que é conhecida por casa de alterne, onde as mulheres se insinuam, despertando nos homens a vontade de beber, usufruindo de uma percentagem.

Neste tipo de estarrecimentos, o sexo, normalmente não faz parte da “ementa”, apesar de algumas vezes, por opção da empregada, isso poder acontecer.

A filosofia de base destes vários tipos de actividade, é a troca ou permuta de favores, onde, para uns alcançarem os seus objectivos, pagam ou prometem benesses e outros para receberem algo em troca, prestam-se a todo o tipo de jogos.

No meio desta “azáfama” de toma lá, dá cá, existem as matronas ou proxenetas, normalmente pessoal reformado da prática das “lides”, que exploram esta actividade, com a sua parte nas receitas.

A sociedade na sua maioria è contra esta forma de ganhar a vida, mas o que mais salta â vista, são os moralistas, que debaixo da sua impoluta atitude, fecham os olhos ou são frequentadores, assim tipo embuçando, só que ninguém na sala ergue a voz para dizer que hoje não fica ninguém embuçado.

Não resisti em trazer aqui um verso do famoso “Fado do Embuçado”, para ilustrar o que se passa por detrás das cortinas, onde a promiscuidade é rainha.

Depois de apresentar os actores deste imenso drama de moralidade, ou da falta dela, posso comparar o que se passa em outros sectores e instituições, onde não se deveriam praticar estes ramos de “actividade”.

Diz-se por aí, que a prostituição é a “profissão” mais antiga do mundo, sendo acompanhada pela inseparável irmã gémea, que se dá pelo nome de “corrupção”, de onde se pode concluir que há os que se deixam corromper, estilo prostituta que trabalha para a “madame” e os que corrompem.

Em qualquer dos casos, o acesso é restrito, pois são “eventos”demasiado caros para a bolsa do normal cidadão, que não ganha sequer para sustentar a família, colocar comida na mesa, acabando por ser ele que sustenta toda esta engrenagem prazerosa da qual não usufrui nada, nem uma reles migalha de um repasto que ele é que paga.

O estado actual da política em quase todos os países é como um bordel a laborar a 100%, 24 horas por dia, 354 dias por ano.

A causa pública deveria ser um sacerdócio, na entrega total ao bem-estar comum, a uma vida com dignidade e respeito que cada um de nós merece.

O mais caricato da existência de vários tipos de bordéis, é a permissividade do Zé pagante, assumindo-se como masoquista em estado verdadeiramente terminal.

O bordel está na moda, basta olhar para o que acontece à nossa volta, impostos, taxas, regras e todo o tipo de exigências que nos transforma em meninas de programa e se tem duvidas, mostro-lhe aqui o caminho para esclarecer, de vez os espíritos mais desatentos, porque aos permissivos, não vale a pena perder tempo a explicar o que quer que seja, pois também sobram para eles umas migalhas.

Os políticos são eleitos, em princípio, para nos governar, para tratar do nosso bem-estar, gerir com dignidade, honestidade e lisura o nosso dinheiro, também conhecido, como impostos.

É imoral, até pornográfico, as mordomias que as “patroas” têm, desde carro, motorista, subsídios, ajudas de custo, enquanto nós somos meros números e pagantes.

São imorais as subvenções vitalícias, os subsídios para habitação, alimentação, deslocação e como não eram suficientes, inventaram o subsídio de consolação.

Manicura, televisão por cabo, chefes de cozinha e outras mordomias que desconhecemos, porque quem deveria fazer o seu trabalho não o faz.

Em época de crise é que os governantes deveriam mostrar o seu valor e competência, encontrando soluções para amenizar o custo de vida dos portugueses, que se arrastam há décadas pelas ruas e ruelas da pobreza, onde eles não entram.

Eles prometeram mundos e fundos, mas só nos dão o fundo, onde a raia miúda vive.

Quando será que o português abre os olhos e pede explicações a que tem direito?

Há um ditado muito antigo que diz que quanto mais um tipo se abaixa, mais o “cu”se vê.

Por este andar nem vamos precisar de nos abaixarmos para que isso aconteça, pois dentro em breve não haverá roupa que nos cubra.

Quem não defende o que é seu, não merece o que tem.

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico
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