Luís Costa, proprietário da cafetaria “A Onda” em Oliveira do Hospital já quase perdeu a conta ao número de vezes que o espaço foi assaltado. O último assalto aconteceu na noite de Natal, perfazendo um total de oito em pouco mais de um ano.
Na noite de Natal, o espaço “A Onda” foi assaltado pela oitava vez. Porém, a causar estranheza ao proprietário, septuagenário, está o facto de os assaltantes pouco ou nada retirarem do interior do pequeno espaço, resumindo-se os prejuízos aos estragos causados nas fechaduras das portas de acesso à cafetaria e no vidro.
“Não mexem nas bebidas e não há sinais de remexerem em nada”, conta Luís Costa ao correiodabeiraserra.com, contando que a exceção aconteceu mesmo no assalto ocorrido na noite de Natal, com a mesa de matraquilhos situada na zona de entrada do velho centro comercial a revelar-se apetecível para os assaltantes. “Vandalizaram a mesa de matraquilhos e tiraram o dinheiro que lá estava dentro”, conta o proprietário da cafetaria que se encontrava responsável por aquela mesa de jogo, mas a cujo interior não tinha acesso para retirar o dinheiro. “Os senhores do Porto é que têm a chave”, continuou Luís Costa, estimando que o furto tenha rendido “à volta dos 200 Euros” aos assaltantes.
À semelhança do que acontecera em anteriores assaltos, também neste último, Luís Costa viu danificada a fechadura de acesso à cafetaria, bem como o vidro. “O que é estranho, é que entram e não levam nada”, refere estupefacto o comerciante que todos os dias tem o cuidado de não deixar dinheiro, nem tabaco no interior do espaço. “Mas as bebidas ficam expostas e não mexem em nada”, faz notar o proprietário que mais uma vez voltou a apresentar queixa na GNR local, não prevendo porém grandes frutos da investigação que venha a ser feita, já que dos anteriores episódios de assalto “nunca se chegou a lado nenhum”.
Pelo número de assaltos ocorridos em tão curto espaço de tempo e atendendo à forma como vêm acontecendo, proprietário e clientes do pequeno espaço estão em crer que o objetivo dos assaltantes é de causar “medo” ao septuagenário comerciante.
Há 15 anos com o espaço aberto, Luís Costa é o único comerciante do Centro Comercial Ameal que, ao longo dos anos, foi sendo objeto de esvaziamento. As lojas que, em tempos, deram lugar a pequenos negócios foram destruídas, encontrando-se o espaço amplo e degradado.
