Correio da Beira Serra

Câmara de Carregal do Sal nega envolvimento de instituições do concelho na operação “Gambérria” da PJ

Investigação por imigração ilegal levou a buscas em várias localidades, incluindo a freguesia de Parada. Executivo municipal esclarece que a única ligação ao concelho diz respeito a um particular com actividade profissional em Lisboa.

A Câmara Municipal de Carregal do Sal emitiu esta segunda-feira um esclarecimento público na sequência da realização de buscas na freguesia de Parada, no âmbito da operação “Gambérria” da Polícia Judiciária, dirigida contra um grupo criminoso suspeito de facilitar a legalização de imigração ilegal. Em resposta a “várias campanhas de desinformação”, o executivo municipal afirma que nenhuma instituição do concelho está envolvida na investigação.

Segundo a autarquia, a busca efectuada em Parada teve como alvo uma pessoa que ali possui uma ou duas habitações, herdadas ou adquiridas, mas que vive e trabalha em Lisboa. O município sublinha que o(a) visado(a) nasceu na freguesia, mas exerce a sua actividade profissional fora do concelho.

A operação da PJ, cuja investigação teve início em 2023, resultou na detenção de 13 pessoas, entre as quais sete empresários, uma advogada e uma técnica superior do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Foram realizadas buscas em Coimbra, Espinho, Amadora, Odivelas, Loures, Lisboa e Parada, no concelho de Carregal do Sal.

Durante as diligências, as autoridades apreenderam onze veículos, marfim e material para falsificação de documentos, procederam ao congelamento de 35 contas bancárias e ao arresto de seis imóveis – dois rústicos e quatro urbanos. A PJ estima que o grupo tenha obtido ganhos ilícitos na ordem dos dois milhões de euros.

O executivo municipal de Carregal do Sal expressou, por fim, “regozijo pelo trabalho desenvolvido pelas entidades competentes” e saudou em particular a actuação da Polícia Judiciária.

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