
Obra decorre sob o olhar da GNR
Fátima Simões sabe que a Câmara não está a cometer qualquer ilegalidade, mas em declarações ao diário online do Correio da Beira Serra disse ser também merecedora de alguma “humanidade por parte do presidente da Câmara” que acusa de nunca ter aceite um diálogo sobre este assunto. “Isto é desumano. Eu não pedi para ser expropriada”, desabafou ontem a moradora depois de ter impedido o avanço dos trabalhos pelos funcionários da câmara. Explicou que apenas queria negociar a parcela que dista cerca de dois metros da casa – “quero comprar”, realçou – mas que o presidente reduziu a cerca de 60 centímetros que “não servem para nada, apenas para acumular lixo”.
O casal queixa-se de nunca ter conseguido chegar à fala com Mário Alves, por o mesmo se ter feito representar e não ter estado presente na reunião que o próprio agendou – conforme carta enviada ao casal dia 11 de Dezembro – para dia 14 de Dezembro no gabinete jurídico do município. Na reunião, o casal foi informado pela jurista da autarquia de que a decisão era a de “não vender nada”. Não satisfeito, o casal Simões tentou, com recurso a um advogado, chegar a acordo com a jurista da CMOH com o objectivo da possível aquisição. Os advogados encontraram-se terça-feira – cerca das 13h30 junto à parcela de terreno e – segundo Fátima Simões – sem que se tivesse chegado a nenhuma conclusão, os funcionários da Câmara foram remetidos para o local para a edificação do muro delimitador da parcela.
“Propriedade do município”
Na carta enviada a Américo Simões, emitida em 6 de Novembro, o presidente da Câmara Municipal recorda o processo que levou à posse administrativa do terreno por parte do Fundo de Fomento da Habitação, e a posterior venda ao município. Mário Alves dá conta da intenção de a Câmara avançar com a “delimitação da propriedade do município”, concedendo o prazo de 10 dias para se pronunciarem.