A Câmara Municipal de Arganil sublinhou hoje que a aprovação unânime, na Assembleia da República, da elevação de Côja e Vila Cova de Alva à categoria de vilas históricas, é o reconhecimento do percurso e da identidade destas localidades do concelho. O presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, manifestou satisfação pela decisão, tomada a 26 de Março, considerando tratar-se de um marco relevante para o território. O autarca destacou ainda que a conclusão de um processo iniciado com uma proposta do executivo municipal, aprovada em reunião de Câmara em Novembro de 2024, com o objectivo de ver formalmente reconhecida a condição histórica destas povoações.
Ambas as localidades, atravessadas pelo rio Alva, partilham um passado marcado pela condição de sedes de concelho, elemento que sustenta a relevância histórica agora reconhecida.
O presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, afirma que a decisão “representa o culminar positivo de um processo que a autarquia acompanhou e impulsionou, com o objectivo de assegurar o reconhecimento da condição histórica destas localidades enquanto antigas sedes de concelho, com um património e uma identidade que importa valorizar”.
Côja foi vila e sede de concelho entre 1260 e 1853, dispondo de foral antigo datado de 1260 e de foral novo atribuído em Lisboa a 12 de Setembro de 1514. Posteriormente, passou a freguesia e, no âmbito da reforma administrativa de 2013, integrou a União de Freguesias de Côja e Barril do Alva.
Também Vila Cova de Alva foi vila e sede de concelho até 1836. A localidade teve carta de foral concedida pelo Bispo de Coimbra no século XIV, confirmada no século XV, tendo sido posteriormente renovada por D. Manuel I, em 1514, e por D. João III, em 1540.
Para o presidente da Câmara Municipal de Arganil, Luís Paulo Costa, este reconhecimento “reforça o prestígio do concelho de Arganil e contribui para afirmar o seu legado histórico, podendo vir a inspirar novas dinâmicas de valorização do território, do património e da atractividade turística”.
Em Dezembro de 2024, também Pombeiro da Beira foi elevada à categoria de vila, na sequência de um processo com origem no executivo municipal, decisão que reconheceu igualmente a importância histórica e o papel desta freguesia no plano regional e nacional.
