João Dinis pede mais planificação no combate e reforço da coordenação municipal
O candidato da CDU à câmara de Oliveira do Hospital, João Dinis, criticou esta terça-feira, em comunicado, a forma como tem sido conduzida a prevenção e o combate aos incêndios no concelho, defendendo que a floresta e o mundo rural “têm de ser um bem a usufruir com mais sossego e com outro e melhor proveito”.
Nos meses de Agosto e Setembro, recordou João Dinis, o concelho foi atingido por grandes fogos florestais. No Vale do Alva e do Alvôco arderam cerca de cinco mil hectares de floresta e mato, em incêndios que, segundo o candidato, “passaram de concelho para concelho numa onda de fogo a varrer a região”. Algumas aldeias ficaram ameaçadas, a população entrou em pânico, arderam terrenos e bens e registaram-se elevados prejuízos económicos e ambientais.
No dia 19 de Setembro, sublinha, uma nova frente de fogo atingiu as freguesias da Cordinha, em Ervedal, Vila Franca da Beira e Seixo da Beira, nas proximidades do rio Mondego, colocando em perigo povoações como Póvoa de S. Cosme e Seixas da Beira. Arderam várias quintas e instalações precárias, ficando por quantificar a área ardida, estimada em algumas centenas de hectares.
Para o candidato comunista, é “inadmissível” a inércia na prevenção, lembrando que “mais vale prevenir que remediar” e que o trabalho de limpeza deve ser feito sobretudo no Inverno. No caso do incêndio da Cordinha, destacou a presença de mais de quatro centenas de bombeiros, diversos meios aéreos e quatro máquinas de arrasto, mas apontou que houve “excesso de meios”, só possível porque não estavam a decorrer outros fogos de grande dimensão.
João Dinis exigiu ainda que Governo e autarquia façam rapidamente o levantamento dos prejuízos e atribuam apoios às populações afectadas “sem burocracias”. Reclamou igualmente maior transparência e eficácia nas comissões municipais de Defesa da Floresta e de Protecção Civil, defendendo o envolvimento directo das 17 freguesias e dos seus autarcas.
Como medida prática, o candidato sugeriu que as máquinas de arrasto sejam mobilizadas logo a partir de Novembro, para executar trabalhos de prevenção, em vez de apenas entrarem em acção em plena fase de incêndios, “com povoações e populações em risco e em sobressalto”.
