Correio da Beira Serra

Carlos Ascensão considera inaceitável contestação à construção da Academia de Futebol distrital em Celorico da Beira

O presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira considera “inaceitável” a contestação sobre a futura construção da Academia de Futebol distrital em Celorico da Beira. Carlos Ascensão salienta que os argumentos da coesão e descentralização não podem ser exibidos apenas quando “nos convém” e explica que o processo da academia foi negociado durante cerca dois anos, frisando que a tomada de posição da Associação de Futebol da Guarda “foi técnica e não política”.

O autarca aponta várias razões objectivas para a escolha de Celorico da Beira. Carlos Ascensão lembra a centralidade distrital do concelho e as condições climatéricas mais favoráveis, “o que, historicamente, sempre levou a AF Guarda a solicitar o estádio municipal celoricense para treinos das selecções”. Fala também nas excelentes acessibilidades rodo e ferroviárias de Celorico da Beira, bem como do complexo desportivo já existente, complementado com 40 hectares de terreno anexo disponíveis, pertencentes à Câmara Municipal, a qual mostra também uma “abertura total para funcionar como parceiro da AF Guarda”.

“Num critério solidário de justiça de território que, coerentemente, sempre defendo, considerando que a escolha para a implantação desta academia podia ter recaído em qualquer concelho, porque todos somos, orgulhosamente, Distrito da Guarda, pergunto: porque não em Celorico da Beira?”, questiona o autarca, considerando que “é inaceitável, como princípio, que possa haver cidadãos de primeira e cidadãos de segunda”.

“Mas na prática, há!  Sejamos, então, coerentes e justos! Os princípios só valem se os aplicarmos universalmente e não, apenas, quando tal nos convém.  O mesmo é dizer que a tal coesão que, legitimamente, defendemos para o território nacional, aplica-se, de modo igual, numa dimensão regional/distrital”, refere o autarca, sublinhando estar convicto que, tal como ele, os seus homólogos também defendem a descentralização.

“Defende a maior parte de nós e, acredito, a totalidade dos decisores políticos locais, uma política descentralizadora de recursos e meios, contra o centralismo de Lisboa e Porto, num país cada vez mais desnivelado, desmentindo e desacreditando a tão propagandeada coesão e solidariedade interterritorial”, conta, acrescentando que todos concordam “não haver razão justa para uma não homogeneidade qualitativa de lugares e de pessoas”.

“No caso da supramencionada academia, após vários contactos, muitas solicitações e exigências prévias, a que sempre procurámos dar a melhor resposta, num processo que já se arrasta há, aproximadamente, dois anos, a Associação de Futebol da Guarda, com base em razões de natureza técnica, e não políticas, decidiu, responsavelmente, fazer a sua escolha em função do que avaliou ser o melhor projecto e a melhor resposta, face ao difícil e exigente desafio”, continua Carlos Ascensão, concluindo não querer alimentar polémicas.

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