O concelho de e Celorico da Beira viu aumentar, segundo a DGS, em 24 horas o número de infectados com a COVID-19 de seis para oito, depois daquele organismo registar durante quase um mês apenas seis pacientes. O concelho que durante muito tempo resistiu vê agora o numero começar a crescer, depois do presidente da autarquia, Carlos Ascensão, ter recusado formas de testar a população, como o Camião da Esperança, alegando, na altura, através do seu “Chefe de Gabinete, que não havia procura”. O Camião acabou por ficar dois dias ( um deles reservado a Celorico da Beira) em Gouveia, antes de seguir para a Guarda e Sabugal.
A iniciativa do Camião da Esperança, que contou com o contributo da Galp, TVI, Rádio Comercial, KPMG, Unilabs, Mundipharma, Planetiers World Gathering e GlobalSport, recorde-se, realizou mais de 2500 testes pelas zonas mais desfavorecidas do país. “Sei que temos várias solicitações que não foi possível atender e é bastante provável que muitos destes parceiros se voltem a juntar para colocar em campo um projecto idêntico”, frisou na altura o coordenador Paulo Costa que ficou surpreendido com a atitude de duas autarquias de Celorico da Beira e Tábua, as poucas que tinham tudo combinado e resolveram desmarcar nos últimos momentos.
“Em ambos os casos estava tudo combinado, mas de repente recebemos um contacto a referir que prescindiam dos nossos serviços. Foi estranho. Uns alegaram que a ARS não passou as credenciais e outros [como foi o caso de Celorico da Beira] que não havia procura”, conta Paulo Costa da GlobalSport, salientando que estes desencontros causam sempre problemas quando se mexe com estruturas tão pesadas como é o caso. O CBS tentou, na altura, saber se a ARS Centro tinha aconselhado aqueles concelhos a não receberem o Camião da Esperança, mas ainda não foi possível obter uma resposta.
Esta atitude foi muito criticada pelo líder da oposição, o vereador do PS José Albano na Câmara Municipal de Celorico da Beira. O autarca manifestou-se hoje contra o facto do presidente da autarquia, o social democrata, Carlos Ascensão ter dispensado os serviços do Camião da Esperança que tinha previsto passar um dia no concelho a testar a população e acabou por ficar dois dias em Gouveia. “Para todos, menos Celorico da Beira , pois o Sr. Presidente deve entender que não merecemos”, escreveu José Albano Marques.
