O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou hoje que concorda com as declarações do Presidente da República, António José Seguro, que, numa visita à aldeia de Mourísia, defendeu que as promessas de apoio às populações afectadas pelos incêndios devem ser cumpridas, assegurando que existem verbas disponíveis para pagar os prejuízos provocados pelos fogos de Agosto.
Em declarações aos jornalistas no Porto, o governante sublinhou que o Governo partilha a posição do chefe de Estado e reiterou que os pagamentos serão efectuados assim que estejam concluídas as avaliações técnicas dos danos.
Segundo Manuel Castro Almeida, as indemnizações são processadas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, responsáveis por apurar os prejuízos em articulação com as câmaras municipais.
O ministro reconheceu, contudo, que o processo tem enfrentado dificuldades na coordenação entre os técnicos das CCDR e das autarquias responsáveis pelas peritagens. Ainda assim, insistiu que a demora não resulta de falta de recursos financeiros ou de disponibilidade do Governo.
O responsável pela pasta da Economia e da Coesão Territorial garantiu que, sempre que chegam avaliações concluídas, os pagamentos são realizados de imediato. Contudo, sublinhou, sem a finalização desses relatórios não é possível avançar com a compensação dos danos.
