Correio da Beira Serra

Centro reforça liderança com novas estações náuticas em Gouveia, Guarda e Santa Comba Dão

Gouveia, Guarda e Santa Comba Dão passam a integrar a Rede das Estações Náuticas de Portugal, depois de terem obtido a certificação, juntando-se às 19 estações já existentes na região Centro. Com 22 estruturas certificadas, o Centro de Portugal passa a ser a região do país com a maior rede de estações náuticas.

A certificação foi anunciada durante o 5.º Encontro Nacional da Rede das Estações Náuticas de Portugal, que reuniu, ontem e hoje, em Oeiras, entidades públicas e privadas e agentes do sector para debater o desenvolvimento do turismo náutico, a sustentabilidade ambiental e a transição tecnológica.

Em Gouveia, a estação náutica do Alto Mondego valoriza recursos hídricos e paisagísticos do concelho, desde a albufeira do Vale do Rossim, na Serra da Estrela, a locais como Ponte Nova e Ribamondego. A oferta pretende articular actividades náuticas e de lazer com o turismo de natureza e o desporto, aproveitando a paisagem de montanha e os cursos de água.

Em Santa Comba Dão, a estação náutica assenta nos rios Dão, Criz e Mondego e na zona balnear da Senhora da Ribeira. Entre as actividades associadas à estratégia estão a canoagem, a pesca embarcada, o stand-up paddle, o mergulho e a natação, além de outras experiências de lazer ligadas aos recursos fluviais.

Na Guarda, a estação náutica assenta sobretudo na valorização da albufeira do Caldeirão e do rio Mondego, em articulação com a Serra da Estrela e os Passadiços do Mondego. A estratégia prevê o desenvolvimento de actividades como canoagem, remo, vela, windsurf e stand-up paddle, além da pesca lúdica e desportiva, conjugando a oferta náutica com o turismo de natureza e de lazer.

A estratégia regional procura articular os recursos costeiros e as águas interiores, promovendo modalidades como a canoagem, a vela e o stand-up paddle, bem como a valorização das praias fluviais e do turismo de natureza. O objectivo passa também por criar produtos turísticos complementares, ligando as actividades náuticas à cultura e à identidade dos territórios.

“A consolidação da rede náutica no Centro de Portugal é um motor decisivo para a coesão territorial, permitindo atrair visitantes e promover produtos turísticos diferenciados”, afirma Hélder Almeida, coordenador de projecto da EEC PROVERE Náutica do Centro de Portugal.

 

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