“Este ano, o efeito foi menos drástico, é certo, mas o encerramento foi inevitável e o desalento que se seguiu também. A abordagem que o Chão do Rio tem adoptado, porém, é sempre a da aprendizagem… Que lições tirar… o que fazer num contexto adverso? A natureza está aí para nos inspirar: nunca pára, depois da destruição, o renascimento começa a acontecer. E foi isso que logo nos dias seguintes o Chão do Rio começou a fazer: trabalhar no renascimento”, explica uma nota do empreendimento.
A empresa lembra que a sua equipa e alguns inestimáveis amigos foram essenciais na defesa das icónicas casinhas que fazem parte do empreendimento. Mas muito foi destruído e foi necessário iniciar a recuperação e dotar o local de infra-estruturas para suportar o Inverno, como cortar a madeira ardida e deixar a estilha no solo para o proteger. Além disso, foram feitas barreiras de contenção da água, contra a erosão das encostas. Semeou-se trevo branco nas encostas, para ajudar a fixar o solo. Reconstruir as estruturas ardidas, mudando algumas para lugares mais seguros e deixar tubos enterrados no solo para melhoria do sistema de combate a incêndio.
“No que respeita à recuperação dos quatro hectares da sua área florestal, agora rebaptizada de “Floresta da Esperança” (área de reserva de biodiversidade para a compensação da pegada de carbono da unidade), percebeu-se a necessidade de mudar a abordagem: em vez de semear, plantar (para recuperar o tempo perdido); em vez de permitir a regeneração espontânea de arbustos úteis para a biodiversidade, mas que apresentam elevada combustibilidade (como as giestas), plantar arbustos menos combustíveis, como os medronheiros, e proceder a limpezas mais agressivas que impeçam a regeneração espontânea dos matos de pirófitos”, explicam.
Para reforçar a resiliência futura deste espaço florestal, os responsáveis pelo empreendimento têm ainda prevista a criação de uma charca de rega e a colocação de canhões de água de combate à incêndio. “Tudo investimentos que, com as aprendizagens recebidas, se tornaram prioritários e que serão executados logo que a tesouraria o possibilite, ou na eventualidade de surgirem apoios estatais para o efeito (tal como seria desejável).
“Mas o que esperar da experiência Chão do Rio após a reabertura? Em rigor, não haverá muitas diferenças, tudo que era apreciado mantém-se, a equipa de sempre continuará a receber os nossos hóspedes com renovado alento. O cabaz de pequeno-almoço mantém as delícias locais tão apreciadas. Os espaços continuam tão ‘instagramáveis’ como antes, já que o verde regressou ao prado, a piscina ainda tem nenúfares, as casinhas com as suas redes continuam a ‘sorrir’ e os carvalhos grandes também lá estão, embora os tons outonais se comecem a instalar”, continuam.
Referindo que para os que gostam do contacto com animais, os responsáveis por este turismo de
Fotos: Pedro Ribeiro
