Correio da Beira Serra

CM de Arganil critica redistribuição automática de utentes sem médico de família

A Câmara Municipal de Arganil contesta a recente redistribuição de utentes do concelho sem médico de família atribuídos, uma decisão que considera “arbitrária” e “inaceitável”. A mudança, que envolveu a deslocação de doentes para a extensão de saúde de São Martinho da Cortiça, terá sido feita sem consulta às autarquias locais e, aparentemente, sem o envolvimento do Coordenador do Centro de Saúde de Arganil.

Em comunicado, a autarquia revela ter sido informada de que a redistribuição foi realizada com base num algoritmo informático, cujos critérios não são claros e levantam dúvidas quanto à adequação das escolhas feitas. O impacto foi particularmente sentido pelos utentes da extensão de saúde de Côja, que agora se vêem obrigados a deslocar-se para outra unidade sem que tenham sido previamente informados ou consultados.

“A saúde da nossa população não pode ser gerida por soluções automatizadas e descontextualizadas da realidade local”, sublinha a Câmara Municipal de Arganil, garantindo que já iniciou diligências junto das entidades competentes para corrigir a situação. No mesmo comunicado, a autarquia frisa que esta matéria é da exclusiva responsabilidade do Ministério da Saúde e das entidades descentralizadas que regulam a assistência médica, mas exige que sejam encontradas soluções alternativas que garantam um acesso digno e adequado aos cuidados de saúde.

A falta de médicos de família tem sido um problema recorrente na região e esta redistribuição, feita sem critério aparente, agrava ainda mais as dificuldades já sentidas pelos utentes. O município assegura que continuará a pressionar as entidades de saúde responsáveis para obter respostas concretas e eficazes.

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