A Comissão de utentes e amigos do médico Manuel Barreto Leite quer homenagear o clínico, que faleceu em Março de 2025, com a instalação de uma estátua urbana na Rua Oliveira Matos, em frente ao antigo consultório, em Arganil, e lançou uma campanha pública para angariar entre 30 e 40 mil euros destinados à obra.
Segundo a comissão promotora, a iniciativa parte de antigos pacientes, familiares, amigos e membros da comunidade que pretendem perpetuar a memória de um médico que, afirmam, marcou gerações na região da Beira Serra, não apenas pela prática clínica, mas também pelo exemplo de dedicação cívica e humana.
A comissão sustenta que a estátua constituirá um gesto de gratidão colectiva e uma forma de preservar a memória de uma figura que consideram exemplar na dedicação ao próximo e no serviço à comunidade, deixando às gerações futuras um exemplo de ética, solidariedade e compromisso com o bem comum.
Os custos estimados, entre 30 e 40 mil euros, deverão ser suportados por antigos utentes e amigos. Os donativos podem ser depositados na conta da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Beira Serra com o IBAN PT50 0045 3450 4041 2671 6888 9 ou entregues directamente aos membros da comissão organizadora: D. Maria Ribeiro, antiga recepcionista do consultório do médico; D. Berta Novais; David; Prof. António Seco; e Prof. Jorge Silva.
Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, Manuel Barreto Leite iniciou actividade em Vila Nova de Ceira, no concelho de Góis, onde exerceu clínica e assumiu funções como presidente da câmara municipal. Mais tarde fixou-se em Arganil, destacando-se como médico do Centro de Saúde e mantendo consultório na Rua Oliveira Matos, espaço que a comissão descreve como referência para doentes de vários concelhos, entre os quais Tábua, Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia. Para além dos cuidados médicos, os pacientes encontraram no médico escuta, conforto e humanidade, traços que os promotores consideram centrais na sua memória.
Para os membros da comissão, a homenagem pretende reconhecer não apenas o percurso clínico, mas também o envolvimento cívico e associativo do médico, que colaborou com diversas instituições locais de carácter social, cultural e humanitário. “Para muitos, foi mais do que um médico: foi um conselheiro, um amigo e uma presença serena nos momentos de maior fragilidade”, refere a nota enviada à comunicação social.
