Correio da Beira Serra

Concentração motard de Góis cancelada devido aos incêndios

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A concentração motard de Góis, no interior do distrito de Coimbra, que começou na quinta-feira e deveria decorrer até domingo, vai ser cancelada devido aos incêndios florestais que lavram naquela região, disse fonte da GNR. “Vai haver o cancelamento do evento”, adiantou fonte do comando territorial da GNR de Coimbra sobre a iniciativa anual que reunia cerca de 20 mil pessoas em Góis, concelho localizado entre os municípios da Lousã e de Arganil, onde lavram incêndios florestais de grande dimensão.

Ouvido pela Lusa, Nuno Bandeira, presidente do Moto Clube de Góis, promotor do evento, explicou que o cancelamento da 32ª Concentração Internacional de Motos foi decidida para preservar a segurança dos participantes face aos incêndios que lavram naquela zona do centro do país.   “Temos de preservar a segurança, não só de quem nos visita, mas também de todas as pessoas que estão a trabalhar no evento. E após reunião com a Protecção Civil, a comissão distrital de Protecção Civil (…) ficou decidido o cancelamento da concentração”, revelou.

O cancelamento e a evacuação do recinto da concentração está a decorrer, segundo Nuno Bandeira, sem problemas, tendo a GNR dado indicações para que os motociclistas deixem Góis pela Estrada Nacional (EN) 2, em direcção a norte por Vila Nova de Poiares e a sul por Pedrógão Grande. “Está a correr tudo bem, quero agradecer aos motociclistas, entenderam, compreenderam a mensagem e estão a sair de uma forma ordeira, sem criar complicações no trânsito. Inicialmente era o nosso receio, que houvesse aqui algum tipo de complicação, que as pessoas entrassem em pânico, mas não, está a correr tudo de forma ordeira”, reafirmou o organizador.

Nuno Bandeira adiantou ainda que a decisão da Protecção Civil em propor o cancelamento da concentração foi tomada atempadamente e que esse facto permitiu à organização “preparar tudo devidamente, com comunicados periódicos, para não criar esse pânico e para que as pessoas saiam de Góis de uma forma ordeira”. “Com o objectivo claro de, no próximo ano, quererem regressar a Góis”, argumentou

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