“Os objectivos foram alcançados. Quisemos afirmar o festival enquanto certame da região e o número de pessoas presentes confirmou-o. É definitivamente um festival diferenciador pelas suas características multi-artes e multi-geracional. Estamos satisfeitos por conseguirmos provar que aqui, no interior de Portugal, também sabemos organizar, recriar e principalmente homenagear”. É assim que o director artístico do Origens, Tiago Cerveira, define a edição deste ano daquele Festival que decorreu no último fim-de-semana em Travanca de Lagos, concelho de Oliveira do Hospital. Este responsável prometeu ainda que ao longo do ano vão ser realizadas outras iniciativas com a marca ORIGENS. “Prometemos não deixar esquecer a nossa identidade rural, serrana, beirã mas principalmente genuína”, frisou.
Produzido pela Liga de Iniciativa e Melhoramentos de Travanca de Lagos, um grupo de jovens da aldeia com idades compreendidas entre os 15 e os 36 anos com ajudas dos seus pais e amigos e com entrada livre esta edição do Origens foi marcada mais uma vez pelos comes e bebes, a fotografia, a música, o teatro, o cinema, a pintura, a mostra animal e de alfaias agrícolas, a memória sonora, os jogos tradicionais e o artesanato.
O terceiro, e último dia de festival, começou com uma caminhada, promovida pela Junta de Freguesia de Travanca de Lagos. A tarde arrancou com o concerto de “Fernando Meireles”, um talentoso violinista de apenas 9 anos, seguido da actuação do Rancho Folclórico da Associação Progressiva de Sto. António do Alva. Mas o ponto alto foram os jogos tradicionais, com destaque para a Corrida de Púcaros.
