Correio da Beira Serra

Contrato da requalificação da EN 17 foi assinado na CM de Oliveira do Hospital e obras vão levar nove meses, num investimento de 2,2 milhões

A requalificação da EN 17 vai no concelho de Oliveira do Hospital vai finalmente avançar. O passo definitivo foi dado hoje no município de Oliveira do Hospital, na presença do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, e vários autarcas, com a assinatura do contrato da empreitada que se vai prolongar pelos próximos nove meses. O investimento supera os 2,2 milhões de euros e promete reformular por completo os mais de 17 quilómetros daquela via entre o Nó de Tábua e o limite do distrito de Coimbra. Os trabalhos envolvem fundamentalmente a reabilitação estrutural do pavimento, com reforço dos níveis de aderência e regularidade. Será também recolocada a sinalização horizontal e vertical, equipamento de segurança e a reabilitação do sistema de drenagem das águas pluviais.

O presidente das Infra-estruturas de Portugal, António Laranjo, que assinou o contrato, num Salão Nobre dos Paços do Município a rebentar pelas costuras, com a empresa responsável pela obra, reconheceu que o actual estado daquela estrada é muito mau. “O índice daquela estrada é medíocre, podendo ser mesmo medíocre menos. Entre o nó de Tábua e Venda de Galizes, o índice de qualidade do pavimento é de 2,4 numa extensão de cerca de seis quilómetros e depois, entre Vendas de Galizes e o limite do distrito, está um pouco pior, numa extensão de quase 11 km, com um índice de 1,8, o que equivaleria em termos escolares a um medíocre menos”, explicou aquele responsável, garantindo que cada um dos troços irá ser intervencionado de acordo com o estado em que se encontra. “No total, haverá nove tipos de intervenção diferentes e uma delas implica a retirada total do pavimento”, esclareceu este responsável, garantindo que a obra também contempla a construção de alguns passeios. “Esperamos ter dentro de nove meses esta obra pronta”, rematou.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital era um homem satisfeito. “Aguardávamos com muita expectativa a requalificação da EN17 que atravessa o nosso concelho e como o presidente António Laranjo reconheceu estava com um nível de degradação considerável”, referiu o autarca sublinhando que, ainda assim, é a única via que existe, daí a importância desta requalificação. “É uma obra fundamental e necessária: para facilitar o tráfego e por questões de segurança. Nos últimos anos, se virmos os números da sinistralidade reparamos que o número de acidentes na EN 17 é superior ao do IP3. Esperamos que esta intervenção resolva o problema”, referiu o autarca que pretende aproveitar esta intervenção para ajudar a colocar saneamento em algumas zonas do concelho que obrigam a atravessar aquela estrada nacional em vários locais. “Temos os projectos feitos e o que queríamos era articular os nossos serviços com os da empresa que vai realizar a obra”, pediu a António Laranjo, lembrando-lhe igualmente que a EN230, entre Vendas de Galizes e o limite do concelho Oliveira do Hospital, em Vide, também precisa de uma grande intervenção. “Segundo as suas classificações estará num medíocre menos”, disse ao responsável pela empresa Infra-estruturas de Portugal que parece ter reconhecido verdade nas palavras do autarca.

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, por seu lado, reconheceu a necessidade da obra e que esta já deveria ter acontecido há muito tempo. “Há muito que deveria ter sido requalificada. Mas aqui estamos para consignar a obra da EN17 que vinha sendo prometida e nunca mais se realizava”, explicou, lembrando que de momento o Governo só pode realizar obras que consigam caber dentro do Orçamento de Estado, dado que não existe acesso a fundos para a realização de investimentos em infra-estruturas rodoviárias. “Todos aqui temos consciência de que o Estado não tem capacidade para realizar investimentos de milhões de euros sem apoios comunitários. Demos prioridade a algumas obras que julgamos mais urgentes. Esta é daquelas obras que podemos fazer com recurso nacionais sem fundos comunitários”, rematou, concluindo, mostrando-se convencido que esta obra de requalificação “há-de aproximar Oliveira do Hospital do maior desenvolvimento e exportação e com mais segurança”.

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