
Ao diário online do Correio da Beira Serra, um funcionário do posto referiu que a corrida ao combustível – originada pela paralisação dos camionistas – já dura desde as primeiras horas do dia e que a generalidade dos automobilistas que ali acorre abastece por completo o depósito da viatura. “Ainda temos gasóleo e gasolina até ao fim do dia”, asseverou, acrescentando que o posto já não é abastecido desde sexta-feira.
Situação semelhante é a que também se está a verificar nos restantes postos do concelho, mas a indicação é de que por enquanto ainda há combustíveis. A corrida em massa às bombas de gasolina tem também gerado algumas situações de conflito, derivadas do longo tempo de espera para atestar os depósitos. Ao início da tarde, uma rapariga – segundo relato da própria ao correiodabeiraserra.com – foi verbalmente agredida, no posto da Pacocal, por um automobilista que não aceitou que um outro lhe cedesse o lugar. "Estou bastante chocada porque, por uns litros de gasolina não se justifica um episódio destes", referiu, contando que os funcionários do posto é que impediram que fosse agredida fisicamente pelo automobilista.
De acordo com a comunicação social nacional, há já até registo de postos de combustíveis que se viram obrigados a encerrar.
Bens alimentares começam a escassear
A ruptura dos stocks começa já a afectar o concelho de Oliveira do Hospital. Na passagem por uma superfície comercial local, o diário online do CBS deparou-se com várias prateleiras vazias, com destaque para os frutos, legumes e produtos lácteos. “Não sabemos quando é que voltaremos a repor os produtos. Não temos qualquer indicação”, referiu uma funcionária. Face à falta de produtos alimentares, a tendência é para a compra de um maior número de produtos para armazenamento.