O deputado Pedro Coimbra pediu hoje ao Governo que os concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua sejam incluídos na Situação de Calamidade, após terem sido excluídos, apesar dos danos significativos provocados pelas recentes depressões no distrito de Coimbra.
Durante uma audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, Pedro Coimbra sublinhou que a exclusão destes municípios limita o acesso aos apoios financeiros previstos e propôs a sua inclusão retroactiva. “Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua merecem o mesmo respeito que todos os outros concelhos e não podem ficar de fora dos apoios. Não são concelhos menores, não são populações que mereçam trato diferente”, afirmou, citando o levantamento feito pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que contabilizou 350 ocorrências com impacto financeiro significativo. Situações semelhantes foram registadas em Tábua e Arganil.
O deputado socialista alertou também para a morosidade na chegada de apoios a pessoas e empresas, recordando que muitos dos auxílios anunciados após os incêndios de 2025 ainda não foram entregues. “Falei com vários presidentes de Câmara da minha região, nomeadamente de Montemor-o-Velho e de Penela, municípios onde foi decretado estado de calamidade, mas onde os apoios não estão ainda a chegar às empresas e às famílias, ao contrário daquilo que tem sido dito pelo Governo”, acrescentou.
Pedro Coimbra alertou ainda que, com base nas estimativas realizadas, os mecanismos de apoio existentes podem não ser suficientes para recuperar os territórios afectados, defendendo um reforço financeiro urgente. “Parece óbvio que é preciso reforçar orçamentalmente todas estas linhas de apoio, pelo que pergunto quais os mecanismos e quais as fontes de financiamento previstas, e quando serão anunciados esses reforços, que são, evidentemente, necessários”, concluiu.
