Os candidatos derrotados nas eleições para a Federação Distrital e para a Concelhia de Coimbra do PS apresentaram uma participação criminal ao Ministério Público, pedindo que sejam investigadas alegadas irregularidades no pagamento de quotas de militantes durante o processo eleitoral interno.
Na participação, a que a agência Lusa teve acesso, Américo Baptista e Rui Claro sustentam que terão ocorrido pagamentos massivos de quotas em vários concelhos, entre os quais Coimbra, Figueira da Foz, Soure, Penacova e Condeixa-a-Nova, alegando que muitas dessas quotas terão sido liquidadas por terceiros.
Os dois candidatos defendem que essa situação poderá configurar violações das regras de protecção de dados, falsificação dos cadernos eleitorais e eventual financiamento ilícito de partido político. As alegações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
Em simultâneo, Américo Baptista e Rui Claro apresentaram uma providência cautelar no Tribunal Constitucional para pedir a suspensão dos efeitos das eleições realizadas a 21 de Junho, do congresso distrital marcado para 11 de Julho e da tomada de posse dos órgãos eleitos.
As eleições internas foram ganhas por Pedro Coimbra, eleito presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS. Na Concelhia de Coimbra, Ricardo Lino foi reeleito presidente.
