“Oliveira do Hospital precisa na sua prática política, de uma maior preocupação ao nível do urbanismo”, afirmou esta manhã o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, perante uma plateia composta por utentes e técnicos da Arcial e Santa Casa da Misericórdia de Galizes, numa sessão realizada no Salão Nobre da autarquia e que marcou o arranque das actividades comemorativas do Dia Internacional da Deficiência.
“Da minha parte, prometo que se têm que fiscalizar estes projectos de arquitectura”, continuou o presidente do município, verificando que “por vezes, os interesses materiais se sobrepõem aos interesses dos que não têm voz”.
A participar numa acção posta em marcha pelo projecto AGIR, Alexandrino elogiou o papel desempenhado por aquela equipa – “podem contar com o apoio do município”, referiu – e sublinhou a importância da ARCIAL e da Santa Casa da Misericórdia de Galizes em matéria de apoio a pessoas portadoras de deficiência.
“Feliz o concelho que tem duas organizações com trabalho de muitos anos e de muita qualidade”, verificou o presidente que preferiu substituir o termo “deficientes”, por “pessoas especiais”. Alexandrino evidenciou as melhorias físicas significativas com que vão contar ambas as instituições, em concreto o Centro de Actividades Ocupacionais da ARCIAL e o futuro lar da Santa Casa da Misericórdia.
Acompanhado pela equipa com que gere os destinos do município, Alexandrino assegurou estar “atento” às reais necessidades e revelou-se empenhado em “concretizar” o trabalho que se comprometeu fazer. “Não é possível passar do oito ao oitenta, mas é possível fazer cada vez melhor. Esta é a nossa obrigação em termos políticos”.
Utentes da ARCIAL e Santa Casa ocuparam o lugar do presidente
Com lugar para as intervenções dos técnicos da ARCIAL e da Santa Casa da Misericórdia, Manuel Garcia e Cecília Fragoso – na opinião de ambos, o dia do deficiente é “todos os dias” – a sessão acabou por ficar marcada pela sensibilidade das palavras proferidas pelos utentes Manuel António e Pedro Rocha.
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Utente da Santa Casa da Misericórdia de Galizes, Pedro Rocha destacou o papel desempenhado pelas instituições e apresentou-se como uma pessoa feliz.
Os discursos de ambos valeram os elogios do presidente Alexandrino que, verificando estar na presença de “futuros políticos”, acabou por os convidar a sentar na cadeira da presidência.
No lugar do chefe do executivo, Manuel e Pedro consideraram importante a construção de escolas, lares e instituições. Já com o desporto a dominar a conversa, ficou a promessa de Alexandrino levar os dois utentes a assistir a um jogo do Benfica no Estádio Municipal de Coimbra. O contentamento contagiou o gabinete da presidência.
