São equipamentos que custaram algumas centenas de milhar de euros. Foram construídos pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital para cumprir uma determinada função, mas os anos passam e as soluções tardam.
É uma “dor de alma” ver tanto dinheiro gasto sem que daí resulte qualquer retorno para os munícipes. Um dos casos mais paradigmáticos é a centenária casa em pedra do Parque do Mandanelho que, depois de ter sido recuperada há vários anos no âmbito das obras de requalificação de todo aquele espaço, ali jaz sem que alguma vez tenha aberto as portas. No seu interior – propício à dinamização de uma infinidade de projectos –, estão patentes o vazio de ideias e a falta de imaginação de quem administra a coisa pública.
A poucos metros do local está outro projecto de betão – o palco do Mandanelho – onde o município gastou uma fortuna e cujos efeitos são os seguintes: grande investimento/fraca rentabilidade.
O mesmo já não se poderá no entanto dizer do local onde, por baixo do pavilhão municipal, funciona o ATL da Câmara Municipal. Aí – estamos a falar do sector da Educação –, o efeito já é inverso ao exemplo anterior: fraco investimento/ grande rentabilidade. Isto porque, num espaço insalubre e desadequado aos dias de hoje, o município presta um serviço aos munícipes de reduzida qualidade e, portanto, de baixo custo.
“O carro à frente dos bois”
A situação é tão caricata, que é o próprio presidente da autarquia oliveirense, que nitidamente começou a “construir a casa pelo telhado”, a admitir – em reunião do executivo camarário, realizada em Dezembro de 2007 –, que o centro está encerrado porque “falta um modelo de gestão”. Dito de outro modo: primeiro a CM faz a obra e, depois, vai pensar na utilidade que vai dar à mesma.
Casa do “S” continua sem utilidade
Henrique Barreto