A velha máxima, dividir para reinar, nunca esteve tão activa e forte como na actualidade.
O sistema político em vigor na esmagadora maioria dos países é a “personificação” desta máxima, tipo axioma, uma verdade evidente, postulada ou regra básica sobre a qual se desenvolvem teoremas e sistemas sem necessidade de provas.
Devagar, devagarinho, têm vindo a fazer uma lavagem cerebral massacrante, exaustiva, de que os vulgares cidadãos não se apercebem da gravidade, deixando-se embalar por “cantigas” com um “refrão” forte, melódico e que fica no ouvido.
As monarquias estão em vias de extinção e mesmo aquelas em que os monarcas ainda têm alguma influência nos destinos dos países para lá caminham.
Atente-se no caso português, que desde o seu derrube, em 1910, violento e sanguinário, passando para república, nunca mais teve estabilidade, excepto entre 1933 e 1974.
A ilusão da democracia “engravidou” os portugueses, que, levados por pregadores sem escrúpulos, se têm vindo a desmoronar, e, se dúvidas houvesse, bastaria olhar à nossa volta.
A corrupção institucionalizou-se, a criminalidade é a sobremesa de uma refeição em que o prato principal é a imigração descontrolada, regada com falta de autoridade, tendo como entrada a dura justiça sem sabor a ela e onde os digestivos são servidos aos mais jovens sem opções de futuro.
Dividir para reinar é o filme que passa diariamente no parlamento, nas televisões, jornais e rádios, assim tipo série, onde os ingredientes estão estragados, sem sabor e bolorentos.
Governar em prol do povo não é isto, antes pelo contrário, é a forma de provocar uma gastroenterite, sendo o resultado bem conhecido de todos nós que já tivemos uma, pelo menos, na nossa vida e, como sempre acontece, quando estamos com o “aperto”, a casa de banho, a sanita ou o urinol estão ocupados por indivíduos que têm prazer em complicar.
Eu não acredito que os portugueses não se apercebam de que não estão em sua casa, a viver a sua vida, que outros controlam, infelizes, sem nada, mas submissos.
Estar nas mãos dos partidos não é mais do que ter a nossa vida partida, desconjuntada e em constantes sobressaltos, porque o medo que incutem nas pessoas, de perder o trabalho, a casa, a saúde ou até a liberdade, torna o povo apático e adormecido.
O pavor de perder a vida não os deixa viver.
A luta que travamos diariamente contra estes “monstros” não nos deixa tempo nem espaço para os colocarmos na ordem e, enquanto isso, eles vão dividindo para reinar.
Maiorias muito duvidosas têm feito tremer a estabilidade necessária para que a sociedade possa viver com dignidade, em que o respeito e o humanismo possam vingar.
O contrário é o que pretendem os “defensores” do povo, que só o conhecem quando precisam de apoios para chegar ao topo da árvore, olhando, depois, para nós com desprezo e soberba.
Afinal, a tão propalada igualdade e liberdade não passam de miragens alienatórias da justiça.
Uma família, um país, uma equipa de futebol só podem obter bons resultados quando remam para o mesmo lado e com energias positivas, fortes e consistentes.
O contrário é o cenário que temos no nosso quotidiano, onde interesses pessoais ou de grupo se sobrepõem ao indivíduo.
Uma nova mentira sanitária perspectiva-se no horizonte, onde a mentira e a má-fé se irão impor ao razoável, ao racional.
Uma nova série, tipo telenovela, está a dar os primeiros passos, estando os cenários e actores preparados para mais uma palermia ou fraudemia se efectivar.
O mais caricato disto tudo é que ainda há “flintstones” que acreditam no “Pai Natal” e nas boas intenções das “bruxas” más.
O cenário está a ser montado para mais uma destruição em massa do nosso estilo de vida, entrando na velha máxima de dividir para reinar, sim, porque há os incrédulos ou negacionistas, mas também há, infelizmente, muitos adeptos do síndrome de Estocolmo ou da velha máxima, quanto mais me bates mais gosto de ti.
Pare para pensar, pelo menos uma vez na vida. Lembra-se de quando o restaurante podia estar aberto até às 19 horas e às 19 horas e um minuto tinha de fechar, porque o vírus ia entrar?
Este novo vírus é snob e rico, pois só quer navios luxuosos de cruzeiro, onde há pessoal especializado e preparado para manter altos níveis de higiene, já que em flotilhas ou traineiras, carregadas com excesso de pessoas, durante semanas, onde a higiene é palavra desconhecida, ele, o vírus, não entra, talvez porque também queira imigrar.
Eu adoro gelados e vem aí o Verão, estação ideal para os comer, mas não com a testa.
Cuidem da vossa mente e não acreditem em arautos da desgraça.
Autor: Fernando Roldão
Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico