Para os católicos, não haverá qualquer tipo de novidade, contudo, para os restantes, explica bem o fenómeno que se passa em Oliveira do Hospital. Segundo o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus, de acordo com o evangelho, desembarcou e viu uma grande quantidade de pessoas presentes, compadeceu-se deles e curou os doentes. Conforme a noite se aproximou, os discípulos chegaram até ele e disseram: “Este lugar é um deserto e a hora já vai tardia (…) que possam ir às aldeias e que comprem alguma coisa para comer”. Jesus respondeu: “Não precisam ir; dai-lhes vós de comer”. Os discípulos responderam: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”, e Jesus pediu-lhes que lhos trouxessem.
Então, ordenou ao povo que se sentasse na relva, tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, ele agradeceu e partiu os pães. Então, deu aos seus discípulos e eles deram ao povo. Todos puderam comer e satisfazer-se, sobrando ainda aos discípulos doze cestos com pedaços de pão. O número dos que comeram era de cinco mil homens, além das mulheres e das crianças.
Fazendo a analogia desta história bíblica com o concelho de Oliveira do Hospital, resta-me esperar e desejar que haja também a multiplicação dos “pães e peixes”.
É um desrespeito para as gentes de São Sebastião da Feira, um desrespeito para quem lá investiu, um desrespeito para o concelho de Oliveira do Hospital e, principalmente, um amadorismo enorme por parte de quem faz a gestão do nosso concelho.
Deixo o repto ao executivo municipal e aos agentes políticos locais; Em gestão, o nosso principal ativo são os nossos “colaboradores” que, em gestão autárquica, se traduz nas gentes que por cá vivem, quando pensamos no contrário dá no que dá, ficamos cheios de areia, tanta, que dá vontade de enterrar a cabeça!
Autor: André Feiteira