Correio da Beira Serra

Doença Renal Crónica – Prevenir e Tratar. Autor: João Cabete

A doença renal crónica define-se como uma diminuição do funcionamento dos rins, que deixam de ser capazes de realizar as suas funções essenciais, nomeadamente a eliminação de toxinas e de líquidos em excesso.

INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA

Todos os anos são registados em Portugal mais de 2 mil novos doentes renais a iniciar tratamento substitutivo da função renal, nomeadamente hemodiálise, existindo atualmente no nosso país praticamente 19 mil doentes nesta condição (mais de 12 mil em hemodiálise, 700 em diálise peritoneal, e cerca de 6 mil transplantados). Portugal tem, consistentemente, a mais alta taxa de incidência de doentes renais iniciando terapêutica de substituição da função renal da Europa, tendo neste momento praticamente o dobro da média europeia.

SINTOMAS

A doença renal é uma “doença silenciosa”, pois é frequente não existirem sinais de alerta. Algumas pessoas só começam a ter sintomas quando perdem cerca de 90% da função renal. Os primeiros sintomas podem ser genéricos e incluem:

FATORES DE RISCO

Tem um maior risco de desenvolver doença renal crónica se:

TRATAMENTO

Se a doença renal é detetada precocemente, existem algumas opções de tratamento, incluindo medicação e mudanças na alimentação e no estilo de vida, que podem prolongar a vida dos rins e retardar a evolução da doença.

No entanto, nem sempre estas medidas são suficientes, sendo necessário optar por um tratamento substitutivo da função renal (diálise ou transplante). Existem duas modalidades de diálise: a diálise peritoneal e a hemodiálise. A diálise peritoneal geralmente é feita em casa, pelo próprio paciente, após formação específica. A hemodiálise tipicamente é feita em clínicas ou hospitais, por profissionais qualificados. O transplante renal envolve a colocação de um novo rim, proveniente de um dador. Os dadores vivos podem ser familiares ou amigos próximos. Os dadores cadáver são pessoas que, em vida, não se manifestaram contra a doação dos seus órgãos após a morte.

PREVENÇÃO

Vigie e trate:

Mantenha um estilo de vida saudável:

Mantenha-se atento a alterações na urina, inchaços e dores na região lombar.

Autor: João Cabete

Presidente da Direção Nacional da APIR

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