Em prisão preventiva desde a madrugada de ontem, o trio suspeito de ter esfaqueado e roubado o comerciante Francisco Patrão, de 50 anos, à porta da sua residência em Sabugueiro, é composto pelos dois indivíduos que no passado dia 11 de Janeiro tinham sido condenados pelo Tribunal de Oliveira do Hospital a penas de prisão pelo furto de automóvel.
Os dois indivíduos encontravam-se, contudo, em liberdade já que um, de 28 anos e residente em Gavinhos, tinha sido condenado a pena de prisão com pena suspensa e o outro, de 25 anos e residente em Loureiro, tinha recorrido da pena de prisão efectiva de dois anos e dez meses de que tinha sido condenado.
Em causa estava o furto de um veículo pelo indivíduo de 28 anos que, mais tarde convidou o segundo para com ele se deslocar a Coimbra. A viagem acabaria por terminar no final do IC6 onde o veículo foi interceptado pela GNR. Pelo facto de confessar a autoria do furto do veículo e de três telemóveis, o indivíduo de 28 anos acabou por beneficiar da suspensão da pena de prisão de dois anos e dez meses.
Pior sorte teve o colega que, negando sempre ter conhecimento que o carro em que seguiam era roubado, acabou por ser condenado a prisão efectiva. Já nesta altura, ambos os indivíduos tinham antecedentes criminais.
Volvidas menos de duas semanas após a leitura da sentença no Tribunal de Oliveira do Hospital, os dois indivíduos são agora suspeitos de participar no esfaqueamento e assalto de um comerciante no Sabugueiro, em que também terá estado envolvido um antigo empresário de lacticínios de Meruge, de 57 anos. O trio foi ouvido pelo Juiz do Tribunal de Seia e está sujeito a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da Guarda.
De acordo com informações avançadas por outros órgãos de comunicação social, o esfaqueamento terá sido perpetrado pelo indivíduo que gozava de suspensão da pena de prisão, mas o esquema do assalto terá sido delineado pelo ex-empresário que, alegadamente já era conhecido do comerciante devido ao anterior fornecimento de queijos.
O assalto ocorreu às 10h30 da passada sexta-feira, quando o indivíduo condenado a pena suspensa terá entrado no jipe do comerciante e lhe perguntou por uma pasta usada pela vítima para guardar dinheiro.
A resistência ao assalto terá valido “doze facadas” a Francisco Patrão que, depois de assistido no Hospital de Seia, foi encaminhado para os Hospitais da Universidade de Coimbra, de onde teve alta no sábado.
