Sim, uma lamentável sucessão de acontecimentos, de posicionamentos e de práticas político-partidárias, leva a que eu defina como sendo a “ditadura da(s) maioria(s) PS” o regime a que estão sujeitas Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira (eu faço parte desta Assembleia de Freguesia), sendo que o mesmo se estará passando em outras Freguesias.
Não creio que, individualmente considerados, sejam currículos, méritos eventuais e personalidades mais ou menos “vistosas” a determinarem o mais negativo da situação anti-democrática a que chegou o Município.
Há, certamente, uns “protagonistas” mais conhecidos e mais responsabilizáveis que outros pelo mau “estado a que isto chegou”… Mas o “pecado original” foi esses “artistas” e respectivo partido – o PS – terem muitos mais votos do que merecem por mérito eminentemente democrático. Têm demasiados votos que angariam muito através do “poder” em que se assentam e a que chegaram sobretudo através de práticas manipuladoras de sentimentos e de expectativas das Pessoas que mais neles votam. De facto, a experiência ensina que é um erro perigoso concentrar muitos votos no PS e na maior parte dos seus candidatos…
Isto aqui é já um “sistema” de forças e dinâmicas, bastas vezes “subterrâneas”, com os seus “protagonistas”, obviamente. Empurram, assim, a nossa vida, neste Município, para uma democracia formal em que vale tudo do ponto de vista institucional, ideológico, de dependências, de favoritismos e de pesporrências de todo o tipo. É uma vergonha de um sistema” anti-democrático o que por aqui “eles” montaram e conduzem !
Enfim, ainda não chegaram à violência física porque, estritamente, ainda não precisam disso. E mandar-nos prender, àqueles que ousam enfrentá-los, isso também ainda não lhes é necessário. Mas, se se sentirem em risco de perder o “poder” e de, assim, também perder “o tacho”, veremos então que vão eles ensaiar para manter esse “poder” com as conveniências e privilégios que daí auferem. Sim, pois que muito preocupante tem sido a forma, tantas vezes agressiva, como se comportam e se servem do “poder” e como muito deles precisam de se agarrar ao “poder” para continuar a mamar…
Ressalvo que, dentro do partido em que se apoiam – o PS – também ainda têm Gente com princípios e com a coluna vertebral na vertical mas até esses já causam estorvo aos mandantes do “sistema” e seus “capatazes”.
Com a prática da “ditadura da maioria PS” querem impor o pensamento único, a subserviência, mesmo o medo sobre eventuais adversários e, mais até, sobre aqueles com capacidade para lhes fazer frente, muita capacidade ou pouca que seja.
Incrustaram-se em (quase) tudo o que é Entidade ou Instituição em Oliveira do Hospital e, assim, montaram uma rede de influências e de domínio social e político-partidário – uma espécie de “polvo rosa” ainda em fase de crescimento – que asfixia a Democracia e suga a dignidade individual e social também. É aviltante !
De nossa parte, lamentamos que se tenha chegado a isto. Chegamos a lamentar não termos alternativa senão em arreganhar os dentes, senão em aguçar a nossa intervenção solidária e em continuar a luta !
Assim, lá estaremos, atrás, no meio e na frente da luta que para aí nos atiram “eles”.
Vamos, sem hesitações ou cedências, em defesa da Democracia em Oliveira do Hospital ! Em defesa dos direitos políticos e partidários enquanto “oposição democrática” e em defesa dos respeito democrático que nos é devido!
Pela melhoria das condições de vida da População e pelo respeito pela dignidade individual, social e política no Município de Oliveira do Hospital e onde mais preciso for !!
