Estou a pensar que, estamos a 24 de Maio. A lei, diz que os terrenos devem estar limpos até 15 de Março. E, eu, limpei os meus. Só que hoje, estão pior que estavam em Março. Ando a limpa-los outra vez. Quem fez a lei vê um cão Serra da Estrela e diz que é um carneiro. Sabem lá eles o que é agricultura, natureza, moto-roçadoura, tempo próprio para fazer as limpezas?
Mas hoje, a notícia, são os incêndios de Pedrógão. Mas, em 15 de Outubro de 2017, morreram cerca de 60 pessoas em vários Concelhos da Beira Alta. Oliveira do Hospital teve cerca de 15, e foi o mais fustigado, seja em vítimas seja em área ardida.
A semana passada dei uma volta pelo Concelho. Nada do que determina a lei, em termos de limpeza de bermas, afastamento de casas e cerca das aldeias está feito.
Em 20 de Outubro de 2017, fizemos queixa contra o executivo municipal de Oliveira do Hospital, e especialmente do seu presidente, que é também, o presidente da Protecção Civil e seria do Conselho Municipal de Segurança, se o tivesse deixado criar, por homicídio involuntário. Respondeu-me o Ministério Público que já tinha queixas semelhantes e que ia anexar a minha.
Volvidos quatro anos, vejo os responsáveis políticos de Pedrógão e concelhos vizinhos, no banco dos réus. Da minha queixa nada mais ouvi…! Mas, os meus olhos viram, a semana passada a costumada irresponsabilidade que, por certo, tantos munícipes que andam a emprestar a cara, na propaganda, também devem ver.
Um dia destes, uns e outros, os responsáveis e apoiantes, vão estar a assobiar para o lado. Os problemas vão voltar a acontecer. Sim, isto, de milagre não vai. É preciso fazer alguma coisa. PREVENIR- Lei 124/2006 e actualizações…!
Incompreensivelmente, ou talvez não, quem sabe, são inimputáveis… continuam a propor-se como a melhor solução para (des)governar o Concelho. Quem sabe, até conseguem uma maioria absoluta…
A acontecer, outra desgraça, logo se arranjará um responsável. Espero não ser eu. Em tempo útil, aqui fica a denúncia e o alerta. Em vez de se queixarem das desgraças, respeitem a natureza. Exijam as legais soluções.
Autor: António Lopes
