O aumento dos casos em Aragão, Catalunha e Madrid elevou o número de novas infecções de COVID-19 nas últimas 24 horas para mais de mil, com 1.153 casos, o que significa que foram detectadas 834 infecções nestas três comunidades, 72,3 por cento do total, avança a agência EFE. De acordo com dados fornecidos ao Ministério da Saúde pelas comunidades, Aragão confirmou 424 novos casos positivos, Catalunha, 211 e Madrid, 199.
Apesar do aumento de casos na Catalunha, o presidente daquela região, Quim Torra, explicou no canal norte-americano CNBC que estão a utilizar tipo “micro-cirurgias” para conter os surtos, pelo que rejeitou falar da comunidade como um local perigoso para se viajar.
Esta quarta-feira, o Governo anunciou um “relaxamento” das restrições de mobilidade que afectaram seis municípios da região de Segrià e da cidade de Lleida, após o surto de infecções, considerando que durante estes últimos 15 dias as medidas adoptadas “funcionaram” e que existe uma “tendência decrescente” e uma “estabilização da curva epidemiológica”.
Além disso, o Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha (TSJC) deixou sem efeito, de forma preventiva, o encerramento de cinemas e ginásios decidido pelo Governo regional, embora faça depender a sua abertura do cumprimento de protocolos sanitários para a prevenção do coronavírus.
A Comunidade de Madrid tem agora treze surtos após ter notificado o Departamento de Saúde na quarta-feira de dois novos surtos com um total de 28 casos e 84 contactos de acompanhamento. A maioria destes surtos estão relacionados com a família e bares. Por conseguinte, decretou que os salões de banquete e as discotecas devem manter um registo dos clientes para facilitar o acompanhamento de possíveis casos
Além disso, após uma barragem de críticas, o governo regional de Madrid especificou hoje que o controverso cartão COVID-19 não é um “passaporte de imunidade”, como anunciado, mas um registo. Investigadores consultados pela Efe afirmaram que este cartão não tem base científica e pode causar relaxamento contra o vírus na população. Recordaram ainda que um modelo semelhante já foi desaconselhado pela OMS.
