A segunda passagem por Arganil, no Rali de Portugal, foi interrompida ao início da tarde por “preocupações de segurança”, depois de Elfyn Evans ter encontrado um reboque no troço e de Yohan Rossel relatar a presença de um carro na classificativa.
A direcção de corrida suspendeu a especial de Arganil 2, a classificativa número 7 do Rali de Portugal, depois de uma sequência de episódios que colocou em causa a segurança dos pilotos. Os concorrentes que ainda não tinham completado o troço percorreram-no em regime de ligação até Góis, cabendo depois à organização atribuir tempos aos afectados pela bandeira vermelha.
O primeiro sinal de alarme surgiu quando Elfyn Evans, que abria a estrada, apanhou muito pó e percebeu que seguia atrás de um reboque, já à entrada do último sector da especial. O piloto galês não escondeu a surpresa no final do dia. “Não posso explicar muito, só dar a minha perspectiva. Muito pó inicialmente, depois quando o apanhei nem queria acreditar no que ia à minha frente. Não tenho explicação ainda para isto. O que passa pela cabeça? Não pode acontecer. A qualquer nível, seja mais baixo ou a este nível”, afirmou.
A situação não ficou por aí. Oliver Solberg relatou ter visto um polícia no troço e, mais tarde, Yohan Rossel disse ter encontrado um carro à sua frente. “À minha frente ia um carro, não sei bem de quê, organização ou algo do género. Surpreendente, porque não tínhamos bandeira vermelha. Não percebo porque aconteceu isso. Foi uma situação estranha, honestamente”, disse o piloto da Lancia, que corre na categoria WRC2. Ao contrário do que chegou a ser referido inicialmente, o veículo não era da GNR.
Perante os incidentes, a organização interrompeu a classificativa e iniciou uma investigação ao que aconteceu. Cerca das 14h40, a direcção de corrida emitiu uma nota a justificar a suspensão com “preocupações de segurança” e atribuiu o tempo de 12.15,0 minutos a todos os pilotos que se encontravam na especial quando foi activada a bandeira vermelha, bem como aos que ainda não tinham arrancado em modo competitivo.
A notificação inicial não fazia referência ao tempo de Elfyn Evans, que tinha sido afectado pela presença do reboque na parte final de Arganil 2. Mais tarde, o colégio de comissários corrigiu a marca do piloto, que terminou a etapa de sexta-feira no quinto lugar da classificação geral, a 28,1 segundos do líder Sébastien Ogier. “O tempo foi ajustado, pelo menos isso é bom”, disse Evans, já no parque de assistências da Exponor.
Num dia marcado pelo sobressalto em Arganil, o piloto da Toyota olhou ainda para um fim-de-semana que poderá ser condicionado pela chuva. “A incerteza do tempo mantém tudo em aberto e interessante, pelo menos. Vamos ver como correm as coisas com o tempo, quando chove e em que quantidade”, concluiu.
