Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia viu os primeiros dez alunos terminarem o curso de Gestão de Alojamentos Turísticos
O director do curso de Gestão de Alojamentos Turísticos, Nelson Soares, acredita que a Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia pode ajudar a fazer a diferença no turismo da região, dotando os alunos das ferramentas necessárias para ajudarem a alavancar este sector da economia. Além disso, o curso de dois anos, que têm acesso os jovens que concluíram o ensino secundário, tem uma taxa de empregabilidade de 100 por cento e permite aos alunos o ingresso directo nas licenciaturas de Gestão Hoteleira, Gestão e Lazer ou Restauração e Catering. Cursos leccionadas por esta unidade orgânica do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) que se encontra apetrechada com as mais desenvolvidas ferramentas de ensino, incluindo, por exemplo, um laboratório de enologia.
“Este é um mercado de trabalho com muitas carências de profissionais qualificados, com uma empregabilidade na ordem dos 100 por cento. Os nossos alunos depois do estágio de cinco meses que realizam em local de trabalho, o normal é serem convidados a ficar pelas entidades empregadoras”, conta Nelson Soares que este ano viu dez alunos terminarem com sucesso a primeira edição do curso de dois anos, com um estágio de cinco meses em local de trabalho, que teve início em 2021/22. O curso está também a ser leccionado em Vila Nova de Foz Côa. “Procuramos descentralizar”, explicam.
“O nosso objectivo é que os nossos formandos ganhem competências para prestar um serviço de qualidade que faça o cliente ter vontade de regressar”, explica o responsável por este curso, frisando que estes futuros profissionais podem ser uma mais valia para o interior do país. “Esta região tem um potencial turístico enorme e esta escola pode ser o parceiro ideal para alavancar o sector, permitindo que as unidades turísticas ofereçam um serviço diferenciado. Infelizmente muitos alunos não vão ficar por cá e vão trabalhar para os grandes centros”, conta, salientando que os alunos ficam habilitados fornecer serviços de elevada qualidade em áreas como o alojamento local, turismo de habitação, rural e de hotelaria.
Os estudantes que terminaram esta fase escolheram ingressar, na sua maioria, na licenciatura de Gestão Hoteleira, o que lhes vai ocupar mais dois anos. Bernardo Bessa, de 20 anos, de Miranda do Corvo, confessa que até nem tinha grande apreço pela área de turismo, mas depois deste curso lhe ter sido recomendado e de ter frequentado as primeiras aulas ficou convencido.
“É um curso com fácil acesso ao mercado de trabalho, mas o meu objectivo é estabelecer-me por conta própria. Estou convencido que consigo aqui os conhecimentos necessários para vingar nesta área”, conta. Uma opinião partilhada pelo seu colega, Telmo Fernandes, de 20 anos, de Coimbra que, ao contrário do seu colega, sempre gostou das áreas ligadas ao turismo. “É algo que já vem de família e estou convencido que podemos fazer a diferença. Neste momento, muita gente que está nesta área de trabalho não tem formação, algo que nós temos e que nos pode ajudar a fidelizar clientes. E a nossa região tem uma potencialidade enorme na área do turismo”, confessa. Adriana Jacob, 20 anos, também terminou esta fase do ensino e vai continuar, porque pretende “consolidar os conhecimentos na licenciatura de Gestão Hoteleira”.
“Mas ainda não decidi o que vou fazer. Se vou ficar por aqui e ir para outro local”, conclui. Do grupo de alunos com quem o CBS falou, apenas, Beatriz Neves, admitiu que para já irá completar a licenciatura de Gestão Hoteleira, mas depois quer seguir outra área. “Quero licenciar-me também em direito e seria a área onde gostaria de trabalhar”, conclui.
