…e acaba por não cumprir a sua função, já que os esgotos lançados numa linha de água não são alvo do tratamento adequado. 
“Não se compreende nem se pode aceitar que havendo uma ETAR a funcionar desde 1998, se mantenham fossas sépticas activas e em más condições”, referiu João Dinis ao CBS online, sublinhando ainda que a ETAR está naquele estado “por falta de manutenção” e, tudo isto, gera “problemas ambientais e prejuízos a privados”.
Dando conta de que tem feito todo o tipo de diligências com vista a ultrapassar a situação, através de “abaixo-assinados” e “contactos directos” com a autarquia, João Dinis lamenta que os problemas se arrastem há já vários anos e deixa um recado: “Pouco me reconforta o facto de a Câmara Municipal andar a esbanjar dinheiro público em conjuntos escultóricos nas rotundas da cidade e, durante anos, não ter vontade política para resolver estes problemas que afectam as populações”.
Depois de ter sido instada por aquele autarca a pronunciar-se sobre estas situações, a empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC) descartou quaisquer responsabilidades e, num ofício a que este diário digital teve acesso, datado de 14 de Março de 2008, a AZC frisa que “as infra-estruturas não estão a ser operadas pelas Águas do Zêzere e Côa, sendo de responsabilidade do Município”.
A AZC esclarece ainda que a “beneficiação da ETAR existente será realizada quando a empresa começar a operar a infra-estrutura”. É uma situação para a qual a AZC se mostra contudo “disponível”, desde que haja um “acordo” com a autarquia oliveirense.
Sobre as fossas sépticas existentes na freguesia, a empresa garante que “a ligação ao sistema da ETAR será contemplada no projecto de ligações técnicas dos subsistemas de saneamento do concelho, a realizar, e cujas obras deverão estar concluídas antes de 2011”.