O Núcleo Museológico de Etnografia de Arganil vai inaugurar na quinta-feira, 11 de Junho, a exposição “Ser Relojoeiro”, uma mostra que procurar recuperar a memória dos relojoeiros do concelho e de um ofício que foi desaparecendo com a evolução tecnológica e a mudança dos hábitos de consumo.
Resultado da articulação entre peças do acervo municipal e objectos cedidos temporariamente por ourives, relojoeiros e coleccionadores de Arganil, a exposição reúne testemunhos de uma actividade que durante décadas fez parte do quotidiano das aldeias e vilas do concelho.
Entre as figuras evocadas encontram-se Manuel Francisco Cousinha, responsável pela construção, em 1945, do relógio da Torre da Paz, na Benfeita, João Fernandes Nepomuceno, José Correia Júnior e Alberto Nunes dos Santos, conhecido como Tio Alberto Relojoeiro.
A mostra recorda uma época em que os relojoeiros percorriam as aldeias com uma mala de ferramentas, realizando pequenas reparações em casa dos clientes e reservando para a oficina os trabalhos que exigiam maior precisão e complexidade.
Ao mesmo tempo, procura valorizar o conhecimento técnico associado à relojoaria mecânica, uma arte que continua a resistir graças ao interesse de profissionais e entusiastas que preservam os mecanismos tradicionais de corda.
A exposição ficará patente ao público até 30 de Setembro, no Núcleo Museológico de Etnografia, podendo ser visitada entre as 9h00 e as 17h30.
