Fernando Campos abandonou o posto de Comandante dos Bombeiros Voluntários de Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, por imperativos legais, uma vez que a lei coloca como limite máximo para um bombeiro estar no activo a idade de 65 anos. Depois de 17 anos a liderar a corporação, Fernando Campos completou essa idade no dia 4 de Dezembro e vai passar ao Quadro de Honra. O agora ex-comandante iniciou a sua actividade de bombeiro em 1971 e numa conversa com o beijoztwo.blogspot.com reforçou que “sai pela força da lei e não pela lei da força pois o limite de idade não permite a sua continuidade no quadro activo”, disse, sublinhando que “sai com o coração cheio, pelo trabalho desenvolvido na protecção de pessoas e bens”.
Da sua longa carreira assegura que, entre outros, há quatro incidentes que nunca irá esquecer devido à elevada complexidade e extraordinária adversidade com enormes custos humanos, materiais ou sociais. Fernando Campos fala do acidente ferroviário em Alcafache (11 Setembro de 1985), do qual resultaram 150 mortos e 170 feridos. Já de 24 de Março de 2001 permanece na sua memória o despiste de autocarro (o regresso de uma excursão a Fátima) no IP3 em Santa Comba Dão, do qual resultaram 14 mortos, bem como os Incêndios de grandes proporções e elevada complexidade na fabrica Borgstena, em Nelas (07 Junho de 2006 e 06 Setembro de 2008). E, finalmente, os grandes incêndios de Outubro de 2017 (15 Outubro de 2017).
Na conversa com o beijoztwo.blogspot.com destacou ainda três conquistas de muita importância que o deixam muito satisfeito: “A construção do novo quartel (18 Setembro de 2011), que foi inaugurado há 12 anos (18 Setembro de 2011), uma obra que, segundo Fernando Campos, só foi possível devido à Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Cabanas de Viriato (AHBCV), em especial a Júlio Almeida, ao Governo que possibilitou através de uma programa comunitário uma comparticipação de 80 por cento dos custos da empreitada e à Câmara Municipal de Carregal do Sal que assumiu os restantes 20 por cento. “Além destes apoios não podemos esquecer o apoio dos sócios, beneméritos e empresas e da população das freguesias da nossa área de actuação”, conclui.
