As obras para uma nova grande superfície deviam, segundo o empresário, ser aproveitadas pela autarquia para, sem grandes custos, assegurar um espaço a uma casa icónica de Oliveira do Hospital. Fernando Tavares Pereira considera também necessária uma via de quatro faixas por trás das instalações da antiga Iral e agora futuro Lidl para “mitigar a falta de ordenamento”, descongestionar uma zona que vai ficar sobrecarregada de trânsito, servir as localidades e a zona industrial.
Fernando Tavares Pereira acredita que o município de Oliveira do Hospital não está a tratar da melhor forma um dos estabelecimentos icónicos de Oliveira do Hospital. O empresário de Tábua, mas com fortes ligações a Oliveira do Hospital, defende que nas obras para a construção das novas instalações da do Lidl, o executivo municipal deveria ter salvaguardado um espaço de estacionamento para a Cooperativa Beira Central de Oliveira do Hospital, uma casa construída por oliveirenses e que tem supermercado há 44 anos. O estabelecimento, recorde-se, vai ficar a poucos metros de duas superfícies comerciais apetrechadas com amplos parques de estacionamento, o que significa para muitos uma desvantagem para aquele espaço comercial.
“Não nos podemos esquecer os oliveirenses que lutaram para que aquele espaço comercial esteja hoje ainda de portas abertas. Muitos deles colocando lá dinheiro. Devemos ter mais consideração pelas nossas raízes. A Câmara Municipal ainda pode alterar as coisas. O Lidl poderia recuar um pouco mais, oferendo espaço. Uma vez que estavam em obras, e mexeram em tanta coisa, era puxar o triângulo da rotunda um bocadinho mais para baixo, ficando mais pequena, mas com mais espaço, deixando o problema resolvido”, conta Fernando Tavares Pereira, defendendo que há necessidade de descongestionar o trânsito na rotunda que serve os supermercados.
“Aquela rotunda vai ser um caos, com muitos acidentes. Quem decide pensa sempre no presente e no passado e raramente no futuro. Não se podia congestionar o trânsito numa rotunda que serve três ou quatro grandes superfícies. Vai ter muito trânsito e há pouca capacidade para o receber. Se houver um acidente pode ser catastrófico. Ninguém entre, nem ninguém sai. Devia existir um planeamento e não permitir uma concentração destas de grandes superfícies”, frisa, lamentado que quem faz aquele tipo de obras não pondere esse aspecto e muito menos a circulação de veículos pesados. “E muito complicado para esses profissionais”, atira.
Fernando Tavares Pereira defende também a construção de uma via de quatro faixas por trás das antigas instalações da Iral e actual Lidl que fizesse a ligação com a rotunda que se encontra abaixo do campo do estádio municipal e à estrada da zona industrial. O empresário considera que seria igualmente importante providenciar uma saída para São Paio que fosse confluir com a EN17.
“Esta via permitiria evitar a rotunda que serve todos aqueles que vão aos supermercados e que se deslocam para o interior da cidade. Assim teríamos uma saída e uma entrada e saída de Oliveira do Hospital e acesso à zona industrial”, refere o empresário, sublinhando que tem alguma simpatia pelo presidente da autarquia oliveirense e que o mesmo deveria rever ali alguns aspectos. “Eu estaria mesmo disponível para falar com ele. Não há nada que não se possa fazer e erro que não se possa corrigir”, atira, convidando Francisco Rolo a reflectir.
Já a Oeste defende o planeamento de uma entrada e saída, tipo circular entre Oliveira do Hospital e a N17, na zona da freguesia de Nogueira do Cravo e Santa Ovaia, criando também, nessa nova circular um parque industrial para pequenas empresas locais. “Se um dia o IC6 avançar aquela zona já fica preparada para o futuro. Com acessibilidades para as populações e para os transportes pesados. Naquela área, existem muitos empresários que nunca tiveram infra-estruturas para crescer. Têm sido esquecidos”, conclui.
