Correio da Beira Serra

Filme sobre caso perturbador do século XVIII terminou rodagem em Penacova

A Cinemate concluiu seis semanas de rodagem de “O Meu Nome é Luiza de Jesus”, co-produção luso-espanhola inspirada no caso de Luiza de Jesus, e entrou agora na fase de pós-produção. Parte das filmagens decorreram no concelho de Penacova, onde o Mosteiro de Lorvão, a Livraria do Mondego e o Vimieiro serviram de cenário.

A narrativa parte da história de Luiza de Jesus, jovem acusada, em 1772, do assassínio de 34 bebés abandonados na Roda dos Expostos, em Coimbra. O caso chocou a sociedade da época e ficou registado como um dos episódios mais perturbadores da justiça portuguesa do século XVIII.

A realização é de Frederico Serra, a partir de um argumento de Rita Roberto, numa produção da Cinemate em co-produção com a espanhola Impromptú. Apresentado como um thriller histórico de recriação de época com suspense psicológico, o projecto conta com apoio financeiro do Instituto do Cinema e do Audiovisual e da RTP.

No concelho de Penacova, o Mosteiro de Lorvão foi um dos principais espaços escolhidos para dar corpo ao ambiente do século XVIII, com filmagens no pátio e nos jardins. Rodaram-se ainda cenas na Livraria do Mondego e no Vimieiro.

A produção envolveu ainda figurantes da região e contou com apoio da população e do município de Penacova. “Um agradecimento especial a todas as pessoas que nos ajudaram ao longo do projecto, em especial à população e ao município de Penacova”, escreveu a Cinemate nas redes sociais, salientando que a estreia oficial de “O Meu Nome é Luiza de Jesus” está prevista para o início de 2027.

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