Correio da Beira Serra

Forças Armadas reforçam vigilância contra incêndios com 50 patrulhas e mais meios aéreos

As Forças Armadas reforçaram o dispositivo nacional de prevenção e combate aos incêndios rurais, colocando no terreno 50 patrulhas de vigilância e aumentando os meios aéreos dedicados a missões de reconhecimento e vigilância, numa altura em que o país enfrenta um agravamento significativo do risco de fogo.

Segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), o reforço entrou em vigor na quarta-feira e integra militares do Exército e da Marinha distribuídos por vários municípios do país.

À vigilância terrestre juntam-se meios aéreos apoiados por sistemas aéreos não tripulados operados pela Marinha e pela Força Aérea, destinados à detecção precoce de incêndios e à monitorização das áreas de maior risco.

As Forças Armadas mantêm igualmente um pelotão em estado de pré-posicionamento para operações de rescaldo e pós-rescaldo, bem como destacamentos de engenharia preparados para apoiar as autoridades sempre que necessário.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) passou entretanto à fase Delta, a de maior capacidade operacional, prevendo até ao final de Setembro mais de 15 mil operacionais, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos.

Entre as novidades deste ano contam-se dois helicópteros UH-60 Black Hawk da Força Aérea, destinados ao combate directo às chamas e ao transporte de operacionais, bem como um reforço da utilização de meios aéreos equipados com retardante de fogo.

Desde Abril, os militares participaram também em acções preventivas nos concelhos mais afectados pelas tempestades de Inverno, tendo desobstruído cerca de 850 quilómetros de caminhos florestais.

O reforço do dispositivo militar surge no mesmo dia em que o Governo declarou situação de alerta em todo o território continental, medida que vigorará entre sexta-feira e segunda-feira devido ao agravamento do risco de incêndio rural. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil elevou igualmente o estado de prontidão e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê perigo muito elevado ou máximo de incêndio em grande parte do país nos próximos dias.

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