O Grupo Desportivo Alvôco Várzeas tinha ambição de conquistar pela primeira vez na sua história a Taça Distrital do INATEL. Chegou à final de ontem com grandes esperanças, partilhadas por vários de vários adeptos e mesmo pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, que fizeram questão de acompanhar a equipa ao Estádio Municipal de Condeixa. O sonho, porém, começou a desmoronar-se quando estavam decorridos apenas 15 minutos, altura em que o GDR Chã, de livre indirecto, abriu o marcador. Ao intervalo, a formação de Alvôco perdia por dois golos. E o placar final registava uma penosa goleada. Quatro golos sem resposta. Mas só o facto de chegar à final foi motivo de festa e ofereceu ânimo para o futuro.
Ao contrário daquilo que se poderia esperar, a derrota não desanimou os responsáveis do clube. João
João Nuno não é, de resto, homem para desanimar. Até a sua carreira é peculiar. O percurso como “craque da bola”, pelo flanco direito da defesa, acabou de forma abrupta quando estava em preparação a temporada de 2012/2013. Uma malfadada fractura num braço e uma operação ditou o fim da sua carreira, aos 30 anos. Mas em Alvôco nada se perde, tudo se transforma. Sem possibilidades de contar com o seu contributo como futebolista, o clube resolveu rapidamente o problema. Com solução improvável: o técnico da altura, Diogo Rodrigues, passou a calçar as chuteiras e a braçadeira de treinador transitou para João Nuno. Problema resolvido.
Mas como prepara os jogos? Nestas coisas as dificuldades aguçam o engenho. E João Nuno tem uma estratégia. “A equipa é escolhida segundo o rendimento dos jogadores na partida anterior”, explica o jovem técnico. Depois faz uso do seu conhecimento dos opositores e das capacidades dos seus rapazes. “Sei como os adversários jogam e coloco as minhas peças de forma a anular os seus pontos fortes, tirando, ao mesmo tempo, partido das potencialidades dos meus atletas para determinadas funções”. Daí que, na pré-temporada, João Nuno não abra mão de realizar quatro ou cinco jogos para tomar conhecimento das potencialidades dos novos reforços. Um clube amador é assim.
